Lula diz que elite não suporta metalúrgico na presidência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em comício pela reeleição neste sábado em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, voltou a fazer críticas ao que ele chama de "elite brasileira", sobretudo a política. "Não suporta que seja um torneiro mecânico um presidente da República, que faz mais do que eles que tiveram todos os cursos e todas as oportunidades", acentuou. Diante de cerca de 3 mil pessoas, segundo avaliação da Polícia Militar, Lula disse ter recebido um país "quebrado". Mas, depois de citar algumas ações por ele tomadas, como criação de 104 mil empregos por mês, em média, e o investimento na educação, garantiu que o Brasil foi recuperado. "É um país que hoje pode sonhar maior", acentuou. Lula afirmou estar terminando o mandato podendo olhar na cara das pessoas e dizer que o Brasil está melhor.Com grande parte do público que o ouvia formado por mulheres, ele ressaltou a lei que pune com prisão a agressão à mulher. "Quando o marido batia na mulher, ele era condenado a pagar uma cesta básica. Então ele pagava a cesta e batia outra vez", discursou. "Com a lei que nós aprovamos, ele vai ser preso em flagrante e não vai ter cesta básica. Vão ser três anos de cadeia." Foi interrompido por aplausos. "A mão do homem foi feita para ele trabalhar, para ele segurar o filho, ajudar a mulher a lavar louça e fazer carinho na sua companheira."No palanque montado no Bairro Alto Maracanã, um dos mais violentos da região metropolitana de Curitiba, o candidato do PT também falou de segurança, após ter percebido que uma pessoa próxima ao palanque pedia insistentemente que tocasse no assunto. "A questão da segurança pública neste país é, muitas vezes, menos decorrência da situação social e mais decorrência da desagregação da estrutura da sociedade a partir da família brasileira", disse. "Quem tem que cuidar dos filhos em primeiro lugar somos nós que os colocamos no mundo", salientou. "Depois a gente vai exigir que o Estado cumpra a sua parte."Ao prefeito de Colombo, José Antonio Camargo, que havia cobrado o término do Contorno Norte de Curitiba, que passa pelo seu município, Lula disse não poder fazer promessa de campanha. Mas pediu que, depois das eleições, vá a Brasília conversar com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. "Quem sabe, quando menos você esperar, estaremos aqui outra vez para inaugurar o Contorno", afirmou.

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