Lula diz que País não perderá a guerra para o crime

Embora não tenha atribuído a morte do juiz da Vara de Execuções Penais de Espírito Santo, Alexandre Martins de Castro Filho, assassinado na manhã desta segunda-feira, ao crime organizado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o povo brasileiro pode ter certeza de que o País não perderá a guerra para o poder paralelo da criminalidade . "Eu não sei quem matou o juiz, mas podem ter certeza de que, se a morte desse e também do outro juiz de Presidente Prudente (Antônio José Machado Dias) forem ações do crime organizado e do narcotráfico, nós vamos ganhar a guerra contra eles", afirmou.Lula disse que as pessoas não podem ficar assustadas 24 horas por dia com o crime organizado. "Não é autoridade comum que nós conhecíamos. É uma indústria de fabricar dinheiro, ora com as drogas, ora com seu braço empresarial, seu braço político, seu braço no judiciário, seu braço internacional, tentando atemorizar pessoas de bem no Brasil", disse. Segundo o presidente, não se pode ficar assistindo isso. "Os brasileiros querem apenas ver a vida correr tranqüila", comentou.Lula reconheceu que o combate ao narcotráfico e ao crime organizado será muito duro. "Vai ser preciso um combate muito duro para que a gente possa moralizar e viver com tranqüilidade. Não é uma tarefa fácil, mas nunca foi nada fácil", afirmou.O presidente, que participou na manhã de hoje da comemoração de 50 anos da Volkswagen na fábrica de São Bernardo do Campo, pediu aos trabalhadores e autoridades presentes um minuto de silêncio pela paz. O discurso de Lula foi dirigido a 12 mil trabalhadores da fábrica.Veja o especial:

Agencia Estado,

24 de março de 2003 | 13h33

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