Lula diz ter buscado forças no povo para superar calúnias

Em comício na Praça do Congresso, no centro de Criciúma, no interior de Santa Catarina,o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, citou que os adversários pensaram que havia "sangrado", quando fizeram denúncias com "calúnias" contra ele e seu governo e que ele mesmo havia pensado que estava já estava sem sangue, mas eles se esqueceram que existia transfusão de sangue e ele se recuperou com o "sangue" e a "força" do povo brasileiro."Estamos há 21 dias das eleições e está acontecendo um fenômeno muito esquisito na política nacional. Os nossos adversários estão sem entender o que está acontecendo porque isso não estava previsto na cartilha deles e, de repente, eles imaginaram que tinham nos massacrado com infâmias, com calúnias, com o nível mais baixo da política", declarou Lula, acrescentando que "houve até quem disse que era preciso fazer o presidente Lula sangrar até a morte". "Só que eles não sabem que já tinham inventado a transfusão e eu quando achei que estava combalido, quando achei que tinha perdido quase todo o meu sangue, eu fui, humildemente ao povo brasileiro pedir uma gota do sangue do povo brasileiro. E hoje estou muito mais jovem do que estava quando eles começaram", afirmou Lula, sob aplausos da platéia de cerca de quatro mil pessoas."Eu sei que estou muito mais tranqüilo porque estou com o sangue do povo. E o sangue do povo e a força do povo, faz com que a gente tenha esperança de ganhar outra vez as eleições", disse ele, fazendo um trocadilho com o jingle de sua campanha. Tentando mostrar que não está de salto alto na campanha, Lula afirmou que falava em "esperança da vitória" "porque nós estamos em um jogo e a gente não pode achar que já ganhou porque isso é muito ruim". E acrescentou: "estamos em uma disputa, os adversários estão nervosos. Eles estão até brigando entre eles. Ou seja, nós temos de ficar do nosso lado, de bom humor, nada de ficar carrancudo e de cara feia até porque a gente não ganha voto de cara feia. A gente ganha voto se a gente passar simpatia para as pessoas, se a gente tiver convencimento, se a gente for alegre e eu só aprendi isso depois de apanhar muito".Ataque aos adversáriosApesar de dizer que não ia atacar seus adversários, Lula comentou que nestes quatro anos de governo provou "ter muito mais competência de fazer as coisas pelo Brasil do que eles, inclusive fazer uma coisa que eles não sabem , que é cuidar do povo pobre". Para o presidente, no "imaginário político" dos seus opositores, "pobre é apenas um número estatístico, que a gente leva em conta na época das eleições porque pobre vota, mas depois das eleições, se esquece o pobre porque pobre não conta na política e eles governam sempre para 35 milhões de habitantes".E avisou: "o meu Brasil tem 190 milhões de habitantes.O meu Brasil tem empresários, banqueiros, latifundiários importantes, tem muita gente rica, tem muita gente da classe média . Mas o meu Brasil tem muita gente pobre e, como aprendi com a minha mãe , a gente cuida primeiro do filho da gente que está fraco, a gente cuida primeiro do que está debilitado, para dar força para ele se curar e ficar saudável".Jeito de cuidar do BrasilSalientando que "é este jeito de cuidar do Brasil, que está incomodando muita gente", Lula, passou a se vangloriar dos feitos de seu governo, assegurando que pode ir a um supermercado ou casa de material de construção, porque os preços estão muito menores do que quando assumiu, embora nunca tenha tido este tipo de iniciativa."É esse jeito de cuidar do Brasil que eu posso ser o único presidente da República , no final do mandato, a ter coragem de entrar em um supermercado e dizer que a dona de casa está comprando arroz hoje pela metade do preço que comprava quando eu tomei posse, está comprando uma lata óleo de soja pela metade do preço, que posso entrar em um depósito de material de construção e ver um trabalhador comprar um saco de cimento de 50 quilos pela metade do preço que comprava quando tomei posse neste país". CorreligionáriosAo pedir votos para os seus correligionários, o presidente salientou que é preciso "começar a melhorar a política brasileira" e atacou os que reclamam, mas que votam nos políticos tradicionais. "Tem uma parte do povo que fica xingando a política todo dia, mas chega na hora da eleição mas são os mesmos que são eleitos. Há quanto tempo vocês ouvem falar o mesmo nome? Eu não vou falar dizer quem são", comentou ele, que se referia, por exemplo, ao pefelista Jorge Bornhausen, do PFL. "Então, eleger o companheiro Fritsch, eleger a companheira Luci, e os deputados federais e estaduais é a certeza de que a gente vai melhorar este País, vai melhorar de verdade".E avisou "se nos primeiros quatro anos, nós já fizemos o que nós fizemos, agora, com mais experiência, agora sabendo como é que funciona a máquina, agora sabendo onde é que porca entorta o rabo, agora nós vamos fazer quatro anos.. Nos primeiros quatro, nós já fizemos do que eles fizeram em oito. E, agora, com mais quatro, nós vamos fazer mais do que eles fizeram em 20 anos porque o povo brasileiro merece o melhor e nós temos obrigação de dar isso para o povo".Reiterando que não fala dos adversários, comentou que está fazendo "uma campanha em que ninguém fala mal de ninguém até porque, um presidente da República que tem o Bolsa Família, que gerou seis milhões de empregos, que criou o programa Luz para todos, que tem a farmácia popular, que tem o ProUni, que tem 48 extensões universitárias, que tem a maior política de alfabetização, maior política para a juventude, não tem de falar mal de ninguém. Nós temos é de falar bem do nosso programa e falar bem de nós porque é isso que o povo brasileiro quer ouvir."

Agencia Estado,

09 de setembro de 2006 | 16h33

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