Lula está sequioso para o debate, diz Tarso

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta terça-feira, em entrevista coletiva, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sequioso pelo debate com o seu adversário no segundo turno da disputa presidencial, o candidato do PSDB Geraldo Alckmin. Na sua avaliação, não houve oportunidade de fazer o debate no primeiro turno porque seriam três candidatos contra um."Ao governo interessa agora o debate", afirmou. Para ele, o segundo turno dará a oportunidade para que se discuta programas e também que se faça um debate ético. "Será uma grande oportunidade de discutir o comportamento dos governos, o que fez o governo do PSDB em oito anos e o governo Lula em quatro. A nós interessa esse debate ético", afirmou.E completou: "Vamos ter a oportunidade de verificar quem teve coragem de investigar, de cortar na própria carne e vamos ter a oportunidade de perguntar, por exemplo, qual a posição do candidato Geraldo Alckmin sobre a compra de votos da reeleição. Por que foi abafada no governo Fernando Henrique? Por que tantas CPIs foram vedadas no governo anterior?".Apuração do caso dossiê Vedoin Porta-voz extra-oficial de Lula, Tarso repetiu ontem o novo discurso do presidente de que o caso do dossiê contra candidatos do PSDB deve ser apurado rapidamente. Perguntado se a investigação seria prioridade, para ser concluído antes do segundo turno, Tarso disse que não, mas que a Polícia Federal deve concluir a investigação o mais breve possível. "Porque se tem alguém a quem não interessa a demora é ao presidente Lula, que só foi prejudicado por essa operação Tabajara, essa amoralidade, essa ilegalidade", afirmou. Apuração do caso dossiê Vedoin Porta-voz extra-oficial de Lula, Tarso repetiu ontem o novo discurso do presidente de que o caso do dossiê contra candidatos do PSDB deve ser apurado rapidamente. Perguntado se a investigação seria prioridade, para ser concluído antes do segundo turno, Tarso disse que não, mas que a Polícia Federal deve concluir a investigação o mais breve possível. "Porque se tem alguém a quem não interessa a demora é ao presidente Lula, que só foi prejudicado por essa operação Tabajara, essa amoralidade, essa ilegalidade", afirmou. Collor de Mello O ministro evitou comentar a promessa de apoio a Lula feita pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello, eleito senador em Alagoas. Sobre o apoio recebido por Lula na campanha eleitoral do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), que renunciou para não ter o mandato cassado, o ministro disse que tanto deputado como o senador Ney Suassuna, citado nas investigações sobre a máfia da ambulâncias, foram figuras importantes no governo de Fernando Henrique Cardoso. "Nós não podemos impedir as pessoas de ter posições", destacou.Tarso Genro confirmou ainda que na próxima quarta o presidente Lula recebe todos os governadores eleitos que o apóiam. Além disso, disse que a Região Sul, onde Lula recebeu menos votos que Alckmin, receberá um tratamento especial.A matéria foi alterada às 20h56 com inclusão de informações

Agencia Estado,

03 de outubro de 2006 | 17h03

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