Lula estava abatido e disse que gostaria de devolver vidas

Presidente foi aconselhado por auxiliares a visitar as famílias das vítimas e o local do acidente, mas achou solução demagógica

Vera Rosa, do Estadão,

20 Julho 2007 | 21h12

Pouco antes de gravar o pronunciamento em que expressou sua solidariedade às famílias das vítimas da tragédia com o Airbus da TAM, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava abatido. "Tudo o que a gente faz é nada", desabafou. "O que eu queria era devolver aquelas 200 vidas", disse, numa referência ao número estimado de mortos no acidente ocorrido na terça-feira, no Aeroporto de Congonhas. O conteúdo da frase acabou incluído no pronunciamento.   Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054   Lula foi aconselhado por auxiliares, nos últimos dias, a visitar as famílias das vítimas e o local do acidente. A solução "a la Bush", no entanto, foi considerada por ele como um gesto demagógico e acabou rejeitada. A referência ao presidente dos Estados Unidos foi feita porque após o atentado terrorista ao World Trade Center, em 11 de Setembro de 2001, George W. Bush viajou para Nova York, onde percorreu os escombros das torres gêmeas com grande estardalhaço.   No Palácio do Planalto, um auxiliar de Lula contou que ele demorou a aparecer publicamente após o desastre com o avião da TAM por respeito à dor das famílias. Segundo esse assessor, o presidente tem "brutal aversão a tirar proveito de tragédias" e não sossegou enquanto o pacote de medidas para aliviar o tráfego aéreo em Congonhas não ficou pronto. Estava tenso e de hora em hora pedia explicação sobre um detalhe do pacote.

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