Lula faz campanha durante agenda de governo

Presidente aproveita compromissos em Suzano e São Bernardo para atacar gestão tucana em SP e promover candidaturas de Dilma e Mercadante

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2010 | 00h00

Oficialmente, o presidente Lula cumpriu ontem "agenda de trabalho" em São Paulo, conforme definição do próprio site da Presidência. Na prática, porém, transformou solenidades de inauguração em Suzano e São Bernardo do Campo em comícios petistas, atuando como cabo eleitoral de Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante. E atacou duramente as gestões tucanas no Estado.

Ao inaugurar um campus universitário em Suzano, diante de uma plateia de cerca de 300 estudantes e moradores da cidade, Lula classificou como uma "vergonha" os números da educação das gestões tucanas no Estado e no governo federal. Lula afirmou que há 704 mil estudantes beneficiados pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni), do governo federal, ante 96 mil alunos matriculados em universidades públicas em São Paulo. E responsabilizou a "elite paulista".

"O fato de que o ProUni tem neste momento mais alunos que todo o sistema de ensino público universitário em São Paulo demonstra que a elite paulista que governou este Estado nunca se importou em colocar o pobre para fazer universidade", disse em durante discurso. "O maior Estado da Federação, o mais rico do País, que tem mais indústria, a maior renda per capita, só tem 96 mil alunos estudando em escola pública do Estado. É, na verdade, uma vergonha para o Brasil, e sobretudo para a elite que governou o Estado de São Paulo até agora."

"Ignorância". Mais tarde, em São Bernardo, voltou a usar uma solenidade oficial, para entrega de Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, como palanque de campanha. E mirou diretamente no tucano José Serra, principal rival de Dilma na corrida presidencial. Acusou o governo Serra de agir com "pura ignorância" ao não investir no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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