Lula insiste em disponibilizar Força Nacional a Lembo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta segunda-feira, 10, que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, insista em colocar o aparato de segurança da União - incluindo o Exército, a Força Nacional e a Polícia Federal - à disposição do governador Cláudio Lembo para ajudar São Paulo a debelar a onda de violência desencadeada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A orientação foi dada durante a reunião no Palácio do Planalto.No encontro, o ministro assegurou ao presidente que, apesar das dificuldades políticas, o diálogo com Lembo é bom, a cooperação já existe e é cada vez mais intensa em áreas como a de inteligência. Mas o governo paulista tem rejeitado as sucessivas ofertas de envio de tropas federais, por entender que, apesar de grave, a crise não fugiu ao controle dos organismos estaduais de segurança.De acordo com Bastos, se um acordo acabar sendo fechado, vai ficar claro que o governo federal atuará em regime de cooperação com o Estado, e não de intervenção. Neste momento, segundo um membro do primeiro escalão do governo, já existe possibilidade de envio de uma equipe da Força Nacional. Com mais de 7 mil policiais selecionados entre os quadros de elite dos Estados e treinados na Academia Nacional da PF, a força entrou de prontidão para se deslocar a São Paulo, caso seja acionada.A depender da necessidade, a corporação tem recursos e condições logísticas para deslocar a qualquer momento para São Paulo de 300 a 500 homens. Nesse caso, a prioridade será ajudar as autoridades estaduais no controle dos distúrbios nos presídios e na remoção dos líderes dos detentos para prisões de segurança máxima, onde possam ficar isolados. Participaram também da reunião no Planalto o vice-presidente José Alencar e os ministros Tarso Genro (Coordenação Política) e Luiz Dulci (secretário-geral da Presidência). Bastos relatou que os contatos entre as forças federais e a PM de São Paulo são intensos e cada vez mais produtivos. A inteligência da PF também tem atuado em coordenação permanente com as forças estaduais de segurança. Apesar das explicações, Lula mostrou-se impaciente com o quadro da segurança pública do Estado. "O presidente pediu para reforçar a oferta e manter à disposição do governo paulista todas as possibilidades de ajuda federal", informou o porta-voz da Presidência, André Singer.

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