Lula manda duplicar equipamentos de controle de vôo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou ao Planalto na tarde desta quinta-feira, 7, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, para examinar um plano de contingência do controle de tráfego aéreo.Depois de dois meses de atrasos e cancelamentos de vôos, com tumulto nos aeroportos, o governo decidiu duplicar os equipamentos de comunicação e controle de vôo. Também decidiu contratar e treinar mais controladores, civis e militares, para ficar menos vulnerável a movimentos como a operação padrão feita pelos controladores de Brasília em novembro.Duas fontes do governo, uma delas da área militar, disseram à Reuters nessa quinta-feira que o presidente Lula decidiu manter na esfera do Ministério da Defesa e do Comando da Aeronáutica a gestão da crise do tráfego aéreo.A primeira medida será a aquisição de quatro equipamentos de comunicação semelhantes ao que falhou na terça-feira, 5, paralisando o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília.Cada equipamento desse tipo custa cerca de US$ 2,5 milhões. O plano da Aeronáutica descarta a implantação de novos centros de controle, além dos quatro Cindactas em operação (Brasília, Curitiba, Pernambuco e Manaus)."O plano é reforçar os ´back ups´ (reservas), de maneira que haja sempre dois sistemas em condições de operar, caso haja falhas", disse a fonte.A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, foram encarregados de garantir recursos para a compra dos equipamentos. Se for necessário, uma medida provisória para liberar recursos suplementares do Orçamento de 2006 será editada. Lula determinou que a crise seja tratada como "questão técnica", priorizando a segurança dos passageiros, segundo as fontes. "O presidente não aceita que a crise seja artificialmente politizada", disse um auxiliar direto do presidente.A ministra Dilma Rousseff negou que tenha recebido a atribuição de chefiar um "gabinete de crise" do setor aéreo. "Nunca ouvi falar disso, o presidente não me deu essa missão", disse a ministra por meio de sua assessoria.Apesar das pressões em torno do ministro da Defesa, Waldir Pires, Lula disse a auxiliares que não o responsabiliza diretamente pela crise e não pretende substituí-lo antes da reforma ministerial que marcará o início do segundo mandato, em janeiro.

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2006 | 17h03

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