Lula não descarta hipótese de crime político

O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje que a polícia ainda não pode descartar a hipótese de crime político no caso do assassinato do prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, morto no ano passado. "Acho pouco provável que Toninho tenha sido vítima de um simples incidente", afirmou Lula, referindo-se à notícia de que os autores do crime queriam apenas levar o carro do prefeito e não sabiam quem estavam assaltando. "A análise da polícia é preliminar e, portanto, não se pode desconsiderar nenhuma outra possibilidade", declarou Lula sobre o envolvimento de integrantes da quadrilha do seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, no assassinato do prefeito de Campinas. Mas a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), parecia aliviada diante da conclusão da polícia. "Foi uma tragédia, mas é melhor que não haja nenhuma conotação política", declarou.Ao contrário de Marta, Lula avalia que a polícia não pode descartar a hipótese de crime político por considerar que o crime organizado tem, atualmente, ramificações no "sistema político, econômico e judiciário". "E não é bom que a polícia tire conclusões precipitadas e não quero acusar nenhum inocente", acrescentou. Ao lado de Marta, Lula participou do lançamento do projeto de Segurança Pública do Instituto Cidadania, documento que servirá de base para a elaboração do programa de governo do PT. PrefeituraMarta Suplicy reafirmou ontem que escolheu a vereadora Aldaíza Sposati (PT) para comandar a Secretaria da Assistência Social por ela ser "tecnicamente capacitada" para assumir a função. "Eu disse que não chamaria parlamentares para o governo, mas abri uma exceção, porque Aldaíza tem competência para ocupar o cargo", declarou.

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