Lula não estabelece meta de emprego para 2º mandato

Em entrevista ao Jornal da Record, nesta quarta-feira, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, foi questionado sobre a meta de 10 milhões de empregos, promessa da campanha presidencial de 2002. Ele citou dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que revelou a criação de 7,6 milhões de vagas entre formais e informais na sua gestão. "É preciso analisar a economia não apenas com carteira assinada", defendeu-se.Sobre a meta de emprego para o segundo mandato, Lula desconversou dizendo que não tem e continuou a insistir na promessa de que, com a inflação controlada, a economia vai crescer. "Esse é o compromisso. Ninguém nesse País tem mais pressa que eu para que a economia cresça", garantiu o presidente. Lula espera que no próximo debate seja possível discutir propostas de campanha. "Se quisesse lutar boxe, iria para um ringue", ironizou sobre o tom agressivo no último debate da TV Bandeirantes de seu adversário, o tucano Geraldo Alckmin. O petista defendeu o acesso de pesquisadores brasileiros à Amazônia e não de estrangeiros. "Precisamos ter o controle. Somos donos da Amazônia e do nosso País", afirmou.Em relação à invasão de terras por movimentos sociais, Lula reconheceu que esse é problema de um País que não fez a reforma agrária. "Enquanto não resolvermos, é inevitável. Não posso dizer que sou contra, as coisas acontecem como elas são", disse.Ele também afirmou ser contra a imunidade de políticos que cometem crimes comuns. E defendeu que o direito de greve deve ser regulado, dependendo do setor "a greve tem de ser feita de forma diferente."

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