Lula pode trocar Pires e presidente da Infraero nesta semana

Reunião entre presidente e ministros da coordenação política vai discutir propostas que minimizem a crise

23 Julho 2007 | 07h57

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma nesta segunda-feira, 23, em reunião pela manhã com ministros da coordenação política, no Palácio do Planalto, as discussões de propostas e ações do governo para minimizar a crise no setor aéreo. No final de semana, ele ficou recolhido na residência oficial do Palácio da Alvorada e não recebeu nem conversou com o ministro da Defesa, Waldir Pires.   FAB conclui que pane em Manaus foi barbeiragem Não há hipótese da verdade não vir à tona, diz Lula sobre o acidente Participe e dê a sua opinião sobre a crise aérea Acidente é ''desastre envolvido em farsa', diz FT' Todas as notícias sobre o maior acidente aéreo do País    Nas conversas e encontros no início desta semana, Lula vai avaliar nomes que podem chefiar a Defesa e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). O presidente busca, segundo assessores, um nome com peso político e capacidade de apresentar respostas rápidas para a crise aérea.   Waldir Pires passou sábado e domingo em casa. Quem também não apareceu em público foram os assessores do Planalto Marco Aurélio Garcia e Bruno Gaspar, flagrados pela câmera da TV Globo no momento em que comemoravam com gestos obscenos a informação de que o acidente com o vôo 3054 em Congonhas poderia ter sido causado por falhas mecânicas - o que, na visão deles, tiraria a responsabilidade do governo na tragédia.   Por mais estragos que tenham causado à imagem do Planalto, Garcia e Gaspar devem ficar nos cargos. Já no caso de Waldir Pires o presidente gostaria de apresentar um substituto ainda no início desta semana, segundo assessores do palácio. O que mantém Pires no cargo é a dificuldade em encontrar um nome de peso político e com capacidade gerencial, dizem auxiliares de Lula.   Neste final de semana, o presidente orientou o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, a acompanhar pessoalmente, em Manaus, as investigações das causas da pane no radar do Cindacta-4, que acabou causando uma onda de atrasos em pousos e decolagens nos aeroportos das principais capitais. O problema também impediu o pouso de aviões que vinham dos Estados Unidos pela Amazônia.   Desde a tragédia da última terça-feira, 17, em Congonhas, Lula deixou de ouvir o ministro da Defesa. Pires não foi ouvido nem mesmo na elaboração das medidas, anunciadas na sexta-feira, 20, para reduzir o tráfego do aeroporto da área central de São Paulo. Foi a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quem comandou a reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), órgão que ganhou poderes depois do acidente, na última sexta-feira, na sede do Ministério da Defesa. Restou a Waldir Pires rebater críticas de que não teria capacidade para ocupar o cargo.   Além de analisar nomes que podem comandar a Defesa, o presidente também orientará a base aliada no Congresso a propor mudanças na cúpula da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Qualquer alteração nos nomes dos diretores da agência depende dos parlamentares. Lula reclamou muito, nos últimos dias, da ineficiência do órgão, que não soube se impor diante das pressões das companhias aéreas.

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