Lula promete reduzir impostos para aumentar em 50% o índice de leitura até 2008

Cinco dias depois de ironizar em praça pública o suposto hábito de leitura de adversários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, cerca de 50 escritores e representantes do mercado editorial; defendeu um pacto pelo "futuro" dos livros e incentivou crianças e adolescentes a lerem mais.Ao receber um manifesto com três mil assinaturas em defesa da leitura, Lula chegou a contar que leu romance, pocket book, histórias infantis e obras de economia antes de chegar ao poder. "No fundo, no fundo, no fundo, como outras coisas na vida, as pessoas têm que aprender a gostar (de ler) desde pequeno", discursou à platéia de escritores e editores.Ele prometeu reduzir impostos para aumentar em 50% o índice de leitura até 2008. "O livro e a leitura devem se transformar de fato em pólos disseminadores de humanismo na sociedade, para o aperfeiçoamento da sociedade", afirmou. "Acredito que não fizemos tudo o que poderíamos, como a desoneração que pode baratear o livro." No último sábado, em um comício em João Pessoa, que reuniu mais de cinco mil pessoas, Lula fez referências ao hábito de leitura para atacar a oposição, especialmente os tucanos. "Eu nunca consegui ler os livros que eles leram, mas eles nunca vão entender de povo como eu entendo", disse o presidente, no evento na capital paraibana. Nesta quinta, na solenidade no Planalto, para outra platéia, Lula preferiu citar livros e autores em vez de insinuar desconhecimento literário. O presidente comentou o romance "Galvez, o Imperador do Acre", de Márcio Souza, e títulos sobre economia da coleção Primeiros Passos, da editora Brasiliense, além de histórias de curumins.

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