Lula promete segundo mandato ´muito melhor´ que o primeiro

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o discurso da vitória prometendo fazer um segundo mandato "muito melhor" do que o primeiro. Ele entrou vestindo uma camiseta com a frase "a vitória é do Brasil" e justificou a escolha: "A vitória não é do Lula, não é do PT, não é do PC do B, não é de nenhum partido político. É a vitória da sabedoria do povo brasileiro. Lula afirmou que as "as bases estão dadas" para o Brasil crescer. "Tinha consciência de que tínhamos construído um alicerce para o País dar um salto neste segundo mandato". Ele citou as conquistas de seu governo, como os resultados positivos na economia, a consolidação das relações internacionais e a importância dada ao Mercosul. "Todo o povo brasileiro votou porque tem esperança de que as coisas vão andar muito melhor agora no segundo mandato", disse o presidente ao se comprometer com novas promessas. Segundo ele, as regiões mais empobrecidas terão uma atenção maior: "Queremos tornar o Brasil mais humano e mais justo". Lula diz não ter dúvidas de que o País vai crescer mais, terá maior distribuição de renda e aumentará o combate à corrupção. "O Brasil irá atingir padrão de desenvolvimento que o colocará no centro dos países mais desenvolvidos do mundo", reiterou. Ele disse ainda que o Brasil está vivendo um "momento mágico" de consolidação do processo democrático graças, principalmente, "ao povo que foi incluído no patamar daqueles que tinham conquistado a cidadania". Lula admitiu que o governo teve muitos acertos, mas também cometeu erros, o que possibilitou um amadurecimento para que o País dê o salto que precisa dar.O presidente agradeceu os ´companheiros´ que o ajudaram na reeleição e a todos que votaram nele. "O Brasil sentiu que tinha melhorado e, para isso, não há adversário. O povo sentiu na mesa, no prato e no bolso a melhora do País. Sentiu no cotidiano, na vida de seus amigos e de sua família", avaliou.Lula falou ainda que as eleições possibilitaram o fortalecimento da democracia e também prometeu, logo no início do mandato, fazer a reforma política. Ele aproveitou o discurso para dar um recado aos governadores eleitos ao dizer que conta com a cooperação deles para a construção de "um Brasil mais justo". Sobre as condições de governabilidade em um novo Congresso, o presidente disse não ter dúvidas de que poderá contar com a "compreensão de todos os partidos sem distinção. Todos vão dar sua contribuição para que o Brasil cresça", assegurou.Lula negou que pretenda mudar a estrutura do governo e recusou a tese de que existem muitos ministérios. "Essa estrutura deu tanto resultado que ganhamos as eleições. Essa tese é um equívoco", sustentou No plano da política externa, o presidente reeleito destacou que a relação com o Mercosul continuará a ser prioridade de seu governo. "O Mercosul para nós é como se fosse uma paixão especial", afirmou, observando que, no início de seu governo o bloco estava praticamente extinto e falava-se apenas na Área de Livre Comércio das Américas (Alca), proposta pelas Estados Unidos. "Eu tenho um sonho, integrar todos os países latino-americanos em apenas um bloco", afirmou Lula ao defender a expansão do Mercosul.O presidente também ressaltou que o País nunca teve uma relação tão forte com a Argentina como atualmente e que ambos têm a responsabilidade de ajudar no desenvolvimento dos países menores da América Latina. Ele criticou ainda "setores reacionários" que defendiam políticas mais duras no relacionamento com a Bolívia e apontou o acordo sobre o gás natural, firmado nas últimas horas com o país vizinho, como uma prova do acerto da política adotada pelo governo. "Para que brigar se podemos ter uma boa conversa ? Nasci na política fazendo acordos", argumentou.

Agencia Estado,

29 de outubro de 2006 | 21h07

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçõeseleições 2006

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.