Lula quer data e hora para fim da crise aérea no País

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu nesta terça-feira, 27, durante reunião com representantes do setor aéreo, um prazo, com data e hora, para o fim da crise nos aeroportos do País. Lula reuniu-se durante a manhã com o ministro da Defesa, Waldir Pires, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, com o presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), José Carlos Pereira, e com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi.Segundo o presidente, a solução para a crise nos aeroportos "é prioridade zero".Ele disse que não existe mais explicação para o caso,e que a questão agora é se encontrar uma solução. Na avaliação do presidente, não se trata apenas de um problema dos controladores. "Este é apenas um item. Mas tem muito mais coisas. Tem falhas e muitas falhas. Um fica culpando o outro", afirmou o presidente Lula, em entrevista que concedeu ao lado do primeiro-ministro, Romano Prodi, que visita o Brasil.Para o presidente, "a culpabilidade é das pessoas que tomam conta dos aeroportos". Na entrevista, Lula afirmou que durante a reunião exigiu um diagnóstico preciso. "Um bom médico só pode acertar se tiver um diagnóstico. Não adianta ficar culpando um ou outro. Temos de resolver. Temos de dar uma solução para o caso", disse. Para o presidente, a crise no setor aéreo começou com o aumento de 20% do movimento do turismo no País, a saída da Varig do mercado e agravada pelo acidente aéreo com o Boeing da Gol, em 29 setembro de 2006, quando 154 pessoas morreram.A reunião foi convocada na segunda-feira, 26, pelo presidente, depois que o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, foi fechado pelo terceiro dia seguido por conta de falha no aparelho que permite pousos em dias de forte nevoeiro.Danificado por um raio em 25 de fevereiro, só na tarde da última segunda-feira, 26, o ILS (sigla em inglês para Sistema de Pouso por Instrumento) voltou a funcionar. Mais cedo, o nevoeiro levou ao fechamento do aeroporto por pouco mais de duas horas, provocando, pelo terceiro dia consecutivo, atrasos nos vôos. Só em Cumbica, foram afetadas 90 das 450 operações previstas. No País, houve registro de 15% de atrasos superiores a uma hora.AtrasosA situação de atrasos nos aeroportos do País era mais tranqüila nesta terça-feira. De acordo com o boletim divulgado pela Infraero, dos 715 vôos programados da zero hora até às 11h30, 49 tiveram problemas com atrasos acima de uma hora, o que corresponde a 6,9% do total.Com a decisão dos delegados e policiais federais de manter a paralisação marcada para quarta-feira, 28, em todo o País, a revista nos aeroportos, feita pela Polícia Federal, pode ser prejudicada. Com isso, novas filas e atrasos em vôos devem ocorrer. A paralisação, que vai durar 24 horas, será em defesa de um aumento salarial de 30% e da reestruturação da carreira. A categoria ameaça com uma greve geral se o governo não atender a suas reivindicações.Texto alterado às 14h24 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

27 de março de 2007 | 13h59

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