Lula recebe comitiva carioca e pede votos

O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), chegou ao Palácio da Alvorada, na manhã desta quinta-feira, acompanhado de políticos do Estado, que manifestaram apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.Além de Cabral, Lula recebeu o senador eleito no Rio, Francisco Dornelles (PP), a coordenadora da campanha no Rio, Benedita da Silva, Luiz Paulo Conde, e o candidato derrotado no primeiro turno ao governo do Estado, Marcelo Crivella (PRB).Lula e o RioAo lado dos representantes cariocas, Lula pediu votos aos moradores do Estado. "Na hora de decidir a final do campeonato temos de ser brasileiros e apontar para o povo quem é o melhor", disse Lula, ao receber apoio de políticos do Rio à sua candidatura para a disputa em segundo turno."Às vezes o nosso projeto não vence, e aí temos de nos aliar com quem está mais próximo das nossas idéias", disse Lula, referindo-se ao fato de ter apoiado o senador Marcelo Crivella (PRB) para o governo do Rio de Janeiro, e agora estar apoiando Sérgio Cabral, do PMDB, no segundo turno.Lula ironizou o fato de Garotinho apoiar Alckmin, afirmando que não julga acordo de outros partidos. "Eu não posso dar palpite no acordo dos outros", disse ele, no saguão da entrada do Palácio da Alvorada, depois de mais de uma hora de reunião com políticos do Rio.Em declaração à imprensa, depois de ouvir o apoio de Crivella e Sérgio Cabral, Lula disse que a eleição no Rio de Janeiro está mais tranqüila, porque tem o melhor candidato. Mas não quis cantar vitória. "Não existe eleição fácil", disse o presidente, insistindo que, se Cabral foi eleito e ele reeleito, o Rio vai passar a ter dois administradores que não são estranhos para o Estado."O povo do Rio, que sempre foi generoso comigo, sei que será generoso de novo", disse o presidente, que aproveitou para informar que R$ 385 milhões serão investidos em segurança no Rio, por causa dos Jogos Pan Americanos. "Temos de fazer dos jogos um modelo para reivindicar a Copa do Mundo. É inadmissível que em 2014 a Copa do Mundo não seja no Brasil", afirmou o presidente.Lula fez questão de ressaltar que os bancos ganharam dinheiro durante o seu governo e que "é melhor ganhar emprestando do que quebrando e pegando Proer", numa referência indireta ao candidato tucano, Geraldo Alckmin, e à política adotada pelo PSDB, na gestão FHC.Ao final, ao ser perguntado se estava deixando o governo para segundo plano em função da campanha à reeleição, Lula respondeu: "Aqui só tem primeiro plano. Não tem nada em segundo plano".

Agencia Estado,

05 de outubro de 2006 | 10h31

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