Lula retomará programa que destina prédios públicos à moradia

'Não tem sentido o governo ter prédios no centro de SP e não dar para as pessoas morarem', disse o presidente

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2007 | 16h28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado, 22, em São Paulo, que o governo pretende retomar o programa que destina prédios públicos da União às pessoas de baixa renda. O anúncio foi feito durante a festa de confraternização de final de ano do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).  "Não tem sentido o governo ter prédios no centro de São Paulo e não dar para as pessoas morarem", afirmou o presidente. A Medida Provisória (MP) editada anteriormente para esta finalidade foi reprovada pelo Congresso, mas Lula prometeu que reunirá no início de 2008 os ministérios do Planejamento e da Previdência e o Ministério Público da União para retomar o processo. Em seu discurso deste sábado, Lula destacou que o governo está reduzindo em seu segundo mandato as deficiências encontradas no primeiro. "As deficiências administrativas já foram identificadas. Nós já sabemos como as coisas andam e não andam. Então nós precisamos fazer a coisa funcionar melhor", declarou Lula. Ao público formado basicamente por catadores de materiais recicláveis, Lula lembrou suas dificuldades do passado e disse que também já teve que catar algumas coisas para vender. "Eu nunca fui catador de papel, mas podem estar certos de que já catei muita coisa para vender. Quando tinha pedaços de cobre ou alumínio, eu catava para vender", comentou Lula, arrancando aplausos dos catadores presentes. E arrematou: "era a forma que eu tinha de ir ao cinema". O presidente destacou ainda a fiscalização dos recursos públicos que o governo federal vem executando atualmente. Segundo ele, o funcionário público "trabalha com medo", pois se der alguma autorização para uma obra irregular vai ser processado. "Se um funcionário público der uma autorização para empenhar um dinheiro e depois houver uma denúncia do Ministério Público ou do Tribunal de Contas da União, este funcionário vai ser processado e seus bens são "indisponibilizados". Então ele fica com medo de fazer as coisas", disse o presidente.

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