Lula tem que conquistar a classe média, diz <i>Figaro</i>

A batalha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva para reconquistar a classe média brasileira no segundo turno das eleições é o foco de uma matéria do diário francês Le Figaro, nesta sexta-feira. "Os Estados onde Geraldo Alckmin (PSDB) venceu Lula concentram o grosso da classe média brasileira. É o caso de São Paulo (54,2% para Alckmin, 36,8% para Lula), mas também dos Estados do Centro-Sul, como o Rio Grande do Sul (55,8% contra 33,1 %)", destaca o jornal."Os militantes e simpatizantes descobriram que o partido fez um financiamento ilegal das suas campanhas eleitorais e que alguns dos seus membros levantavam milhões de maneira obscura, não hesitando em transferir somas para contas no exterior. O episódio quase era perdoado, se não esquecido, pela maioria do eleitorado quando emergiu, duas semanas antes do primeiro turno, o negócio do dossiê", afirma o texto."A classe média é muito orgulhosa de não fazer parte das camadas mais populares e de distinguir-se dos pobres - comprando um carro novo ou aproveitando a taxa de câmbio favorável para viajar à Europa. Estas pessoas temem uma política governamental muito favorável às camadas mais pobres", diz o texto, citando o cientista político Stéohane Monclaire, da Universidade Sorbonne.O Figaro também cita um assessor do presidente, que diz que Lula precisa manter os votos dos mais pobres, mas sem causar medo à classe média. Embora ele tenha uma rejeição de 30%, este índice é menor do que em eleições passadas, quando Lula ainda era visto como o sindicalista radical. ?Levamos anos para mudar essa imagem. Não é para ela ser trazida de volta agora?, conclui o assessor.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2006 | 13h09

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