Lula terá que partir para ataque num 2º turno, diz especialista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que abandonar o tom pacifista, que usou ao longo de sua campanha até agora, e partir para o ataque direto contra o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, num possível segundo turno. Esta é a opinião do cientista político e professor do Ibmec-SP, Carlos Alberto de Melo, dada após o início da apuração dos votos, que indica que a situação não será definida neste domingo, 1º."Alckmin teve todas as facilidades para chegar ao segundo turno: não foi atacado e nem teve pontos fracos de seu governo diretamente criticados, como o da segurança pública em São Paulo e um possível rombo orçamentário citado pelo (atual governador Cláudio) Lembo", considerou. Em vários momentos da campanha o próprio presidente se disse orgulhoso de não ter mencionado diretamente o nome de seus concorrentes. "Estas questões que deixam Alckmin vulnerável devem aparecer a partir de agora. O presidente não vai poder apanhar e ficar quieto", acrescentou.Para Melo, no entanto, apenas a possibilidade de um segundo turno não significa que o candidato do PSDB já saia para esta nova etapa vitorioso, nem que o presidente comece derrotado. "Continua delicada a situação do presidente, já que a expectativa de ganhar no primeiro turno pode ser frustrada", considerou. O problema apontado pelo cientista político é o de que o eleitor possa cair em "desânimo" e desistir de votar em Lula. Além disso, ele cogita que possam surgir episódios que prejudiquem a campanha do presidente.

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