Lula visita amanhã cidades atingidas pelas enchentes em PE e AL

Previsão é de que o presidente faça um sobrevoo de helicóptero nos municípios pernambucanos e alagoanos atingidos pelas enchentes

Ricardo Rodrigues - O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2010 | 10h08

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Número de vítimas no Nordeste já chega a 44; chuva pode continuar nos próximos dias

 

MACEIÓ - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sobrevoar as áreas atingidas por enchentes nos estados de Pernambuco e Alagoas nesta quinta-feira (24). O presidente cancelou uma viagem que faria ao Rio de Janeiro para visitar as cidades afetadas pelas chuvas.

 

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A programação da viagem do presidente ainda não está definida, mas a previsão é de que Lula faça um sobrevoo de helicóptero nos municípios pernambucanos atingidas pelas enchentes durante a manhã. À tarde, ele sobrevoaria os municípios alagoanos.

 

As autoridades de Pernambuco e Alagoas informaram que chegou a 41 o número de mortos em decorrência das chuvas nos dois Estados. Também aumentou de 21 para 35 as cidades alagoanas em situação de emergência ou calamidade pública.

 

Nos municípios pernambucanos, o número de cidades em situação de emergência subiu de 35 para 39. Em Alagoas, o número de mortos subiu de 26 para 29. Cerca de 600 pessoas estariam desaparecidas no Estado. Os dados foram divulgados ontem pela Defesa Civil dos dois Estados.

 

Mergulhadores

 

Mergulhadores de resgate e cães farejadores já estão em Alagoas para ajudar nas buscas por corpos. O trabalho de resgate e entrega de mantimentos conta também com ajuda de voluntários que chegaram ao Estado, vindos do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Os mergulhadores de resgate devem atuar em áreas alagadas e os cães vão percorrer áreas secas, de destruição. Os animais foram treinados para encontrar corpos e atuaram no Rio de Janeiro, onde várias pessoas morreram depois de um deslizamento causado pelas chuvas da virada do ano.

 

De Alagoas, grupos de salvamentos como os "Parceiros da Vida" também estão engajados na ajuda aos desabrigados, com o apoio do clube dos jepeiros. Eles estão atuando no resgate das famílias isoladas e na entrega de mantimentos aos desabrigados em áreas de difícil acesso.

 

De acordo com integrantes da Defesa Civil, o número de desaparecidos ainda é alto porque muitas famílias informam a mesma pessoa desaparecida e também por conta da falta de telefone. Sem o serviço de telefonia convencional e celular, muitas famílias perderam o contato desde a tragédia.

 

Hospitais de campanha

 

Hospitais de campanha estão sendo montados nas cidades mais atingidas pelas cheias. Equipes da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado já se deslocaram até os locais da tragédia, para trabalho de prevenção às doenças. Há risco de epidemia de dengue e leptospirose.

 

De acordo com o major Sandro, assessor do Corpo de Bombeiros, no município de Branquinha, na Zona da Mata alagoana, já foram montadas barracas do Exército Brasileiro para iniciar o atendimento médico à população. A cidade foi praticamente destruída pela cheia do rio Mundaú.

 

O governo federal anunciou que vai continuar enviando medicamentos, água engarrafada e alimentos para consumo imediato, como leite tipo longa vida, sucos em caixa ou lata, achocolatados, biscoitos, barras de cereais, frutas desidratadas e enlatados de pronto consumo para os municípios atingidos pelas chuvas em Alagoas e Pernambuco.

 

A decisão foi tomada ontem pelo Gabinete de Crise da Presidência da República, instalado para discutir o socorro aos municípios atingidos pelas enchentes no Nordeste nos últimos dias. O envio dos medicamentos e de serviços médicos ficará a cargo do Ministério da Saúde e a distribuição dos demais mantimentos sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Defesa Civil. O Gabinete de Crise se reúne novamente nesta quarta-feira para atualizar os números dos estragos nos estados nordestinos e traçar novas ações de ajuda humanitária.

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