Lula volta a negar licença para atuar na campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ontem, em Porto Alegre, que vá se licenciar do cargo para ajudar a campanha de sua candidata, Dilma Rousseff (PT). "O presidente precisa governar até 31 de dezembro e ainda agir como se o fosse até às 10 horas (do dia 1.º de janeiro), quando quem for eleito for homologado pelo Congresso" afirmou.

Elder Ogliari PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

"Aí, sim, estarei de licença para outras campanhas. Mas não tenho pensado no que fazer depois porque tenho muita coisa para fazer até o dia 31", complementou, sem dar pistas do rumo que tomará quando deixar o cargo.

Lula cumpriu uma agenda com vários compromissos durante o dia e tinha um comício previsto para a noite, no Gigantinho, acompanhado de Dilma e de Tarso Genro, candidato do PT ao governo do Estado.

Dilma tem 22% das intenções de voto no Rio Grande do Sul, contra 46% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV), segundo o Datafolha.

"Tem gente que quer me tirar da campanha, que não quer que eu participe, eu acho que tenho obrigação de participar, vou escolher quem vai ser meu candidato, minha candidata, e aí eu direi para vocês um dia", afirmou Lula, ao final do discurso de 34 minutos para cerca de 900 pessoas no centro de Porto Alegre.

Em coletiva, ele sugeriu que a imprensa e seus adversários o ajudem a comparar quem fez mais investimentos no Estado entre os governos dos 25 anos anteriores e o dele, em oito anos.

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