Lula volta às fábricas para comícios pró-Dilma

Presidente vai se empenhar em campanha no ABC paulista para que a candidata do PT cresça no Estado, onde a vantagem de Serra vem caindo

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2010 | 00h00

Divulgação. O site da CUT: destaque para evento com a presença de Dilma hoje em São Paulo    

 

 

 

 

 

Luiz Inácio Lula da Silva revestirá o figurino de sindicalista, mas, desta vez, voltará às portas de fábricas do ABC paulista para pedir votos para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

A direção do PT e a coordenação política da campanha da ex-ministra Dilma Rousseff vão investir em uma série de agendas com o presidente neste mês e em setembro no Estado. Os eventos vão incluir visitas de madrugada a portas de fábricas, como a que Lula fará na próxima segunda-feira, e os tradicionais comícios no ABC paulista e na Grande São Paulo.

Nesta sexta-feira Lula fará um comício em Osasco e, no sábado, o PT estuda uma agenda em algum município do ABC paulista. O presidente estará sempre acompanhado de Dilma e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante.

"Vamos começar uma disputa para valer em São Paulo, com a presença de Lula e Dilma", afirmou Mercadante, que aposta todas as fichas na campanha no horário eleitoral gratuito, que começa hoje, para viabilizar um segundo turno no Estado. Geraldo Alckmin (PSDB) é líder isolado nas pesquisas de intenção de votos e hoje venceria a disputa no primeiro turno.

A estratégia petista de tornar Lula o protagonista da campanha no Estado casa com os dados das pesquisas, que mostram o avanço da petista em São Paulo e na região Sudeste, onde o candidato do PSDB, José Serra, estava na dianteira até o final de junho.

Na pesquisa Ibope divulgada ontem, Dilma tem 41% das intenções de voto no Sudeste ante 32% do tucano.

Com base em pesquisas, o PT traçou a ofensiva para Dilma crescer entre o eleitorado no ABC e região metropolitana, tradicionais redutos petistas.

A pesquisa Datafolha divulgada semana passada já revelava que Dilma e Serra estão tecnicamente empatados na capital.

Para dirigentes petistas, a aparição do presidente Lula nas fábricas, lembrando a atuação sua como sindicalista nas famosas greves da década de 70, terá uma simbologia forte que poderá conquistar ainda mais eleitores paulistas, sobretudo os que ainda permanecem indecisos.

O presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, disse que a estratégia permanece a mesma: investir em São Paulo e consolidar os votos da petista no Nordeste. "Pesquisas entusiasmam, mas não podem embriagar", alertou o petista.

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