Lupi propõe Osmar Dias na Agricultura

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse ontem acreditar que o PDT mereça do governo Dilma pelo menos mais uma pasta e lançou o nome de Osmar Dias (PDT-PR) como um bom candidato à Agricultura. Lupi fez a avaliação após ser questionado sobre a suposta aproximação entre Dias e o PT. "Osmar Dias é nosso, não é do PT. Se tem alguém que o incentivou a ser candidato, fui eu", defendeu.

Célia Froufe / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2010 | 00h00

Lupi afirmou, ainda, que Dias, derrotado na disputa ao governo do Paraná, seria "um excelente ministro da Agricultura", pois "conhece profundamente" o assunto. "Teria total e irrestrito apoio meu e do partido. Mas quem escolhe é a presidente Dilma", avisou. Essa é a primeira vez que Dias é citado abertamente por um membro do governo. Nos bastidores, porém, seu nome sempre aparece como opção para a Agricultura, hoje ocupada por Wagner Rossi, do PMDB.

O deputado e ex-ministro da Pasta, Reinhold Stephanes (PMDB-PR), por exemplo, que também é um dos candidatos informais ao cargo, demonstra simpatia por Dias. "A Agricultura precisa de alguém que conheça o assunto e que tenha personalidade para tomar decisões. E Osmar Dias tem esse perfil", avaliou Stephanes.

Em relação à sua continuação do cargo, Lupi desconversa. "Isso não depende de mim. Depende mais de Dilma do que de mim, eu cumpri a minha parte", disse. Para ele, a nova presidente vai avaliar política e administrativamente possíveis nomes. "Agora, um ministério é muito pouco para o PDT", enfatizou.

Lupi salientou que, na primeira eleição de Lula, o partido não apoiou a candidatura de Lula. "Apoiamos Cristóvão Buarque, que foi nosso candidato e fomos para o segundo turno com independência. Eu apoiei o Lula, mas parte do partido não apoiou, e nos deram o Ministério do Trabalho", argumentou. Já em relação a Dilma, o PDT foi o primeiro a apoiar a candidatura, segundo o ministro. "Nós a apoiamos antes do PT. Eu disse que Dilma ia ganhar no primeiro turno. O nosso erro foi não avaliar os adversários, como eles iam jogar", lembrou.

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