Lutador brasileiro preso nos EUA tenta se enforcar

O lutador de jiu-jítsu Carlos Alberto de Oliveira, de 43 anos, acusado de tentar abrir a porta da cabine de um avião que voava a 30.000 pés com destino ao aeroporto Dulles, em Washington, tentou cometer suicídio em sua cela de cadeia em Leesburg, Virgínia, segundo informou o site do Washington Post.Oliveira foi levado para um hospital em Petersburg depois que funcionários da prisão do Condado de Loudon o encontraram pendurado na sua cela na noite de terça, 21. Ele aparentemente ficou transtornado depois que um tribunal se recusou, pela segunda vez nesta semana, a ouvir sua moção para entrar num acordo sobre pena com os promotores.As autoridades prenderam Oliveira no Aeroporto Internacional Dulles em 12 de setembro depois que ele deu puxões no trinco da porta da cabine do avião. No incidente, vários passageiros avançaram contra ele e o derrubaram, segundo o relatório policial.Agentes federais a bordo detiveram Oliveira. Guilherme Costa, advogado brasileiro de Oliveira, disse na terça que, depois de passar mais de dois meses na prisão, seu cliente havia decidido se declarar culpado de uma acusação estadual de interferir na operação de um avião.O acordo, disse Costa, impediria Oliveira de reentrar nos Estados Unidos e asseguraria sua pronta deportação para o Brasil. "Decidimos que a melhor maneira de resolver esse problema era ele voltar para casa no Brasil", disse Costa ao jornal americano.O juiz Burke McCahill, do tribunal de Loudon, rejeitou o acordo sobre pena na segunda, porém, dizendo-se preocupado com a possibilidade de Oliveira contestar a deportação e se esquivar a custódia. McCahill ordenou então que os advogados levassem o acordo sobre pena para a revisão de um outro juiz. Esse juiz não quis ouvir o caso de Oliveira na terça.Esta foi a segunda vez que Oliveira foi enviado ao hospital para tratamento psiquiátrico. Dois dias depois da sua prisão, o tribunal ordenou uma avaliação depois que Oliveira deu respostas incoerentes às perguntas de um juiz. Ele foi devolvido à prisão do condado alguns dias depois que os médicos do hospital disseram que seu comportamento parecia relacionado a "um delírio induzido por substância".

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