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Maconha pode chegar até 283 vezes mais cara ao usuário no Rio, diz pesquisa

Ilegalidade faz o comércio da droga rentável e inflacionado; classe média paga mais pelo consumo

Marcela Bourroul Gonsalves, estadão.com.br

05 de dezembro de 2011 | 18h16

SÃO PAULO - Uma pesquisa encomendada pela organização Viva Rio constatou que o preço da maconha pode aumentar 283 vezes entre sua colheita no Paraguai e a venda para o usuário carioca. O levantamento analisou os preços da droga ilícita mais consumida do mundo de uma ponta à outra em sua cadeia de consumo.

A pesquisa também apontou variações extremas de preços em uma mesma região. Segundo os dados apurados, em média, o valor do grama da maconha comprada em favelas custa 61% a menos do que os preços encontrados em bairros de classe média.

"A ideia da pesquisa é que seja a primeira de uma série. A gente percebe que se conhece pouco o mercado das drogas ilícitas no Brasil", de acordo com Rubem César Fernandes, diretor executivo da Viva Rio.

A título de comparação, a pesquisa cita os resultados obtidos em relação ao tabaco, cujo aumento do preço varia entre 27 e 39 vezes, incluindo o alto imposto sobre o produto, de quase 80% de seu valor bruto.

Ainda que a comercialização da maconha envolva riscos por conta da sua ilegalidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o comerciante da droga tenha uma perda de aproximadamente 17% do produto, que pode variar dependendo da região.

De acordo com o divulgado, a conclusão do levantamento é que "a proibição torna o comércio da maconha altamente rentável para quem se arrisca na economia clandestina".

Os pesquisadores levaram cerca de cinco meses para levantar os dados, obtidos através de documentos oficiais dos dois países, divulgados pela imprensa e de entrevistas. O Paraguai foi escolhido por ser a principal fonte do mercado brasileiro e a segunda no mundo, atrás apenas do Marrocos.

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