Madeireiros podem estar envolvidos na morte de líder indígena no MA

Polícia acredita que Maria Amélia Guajajara tenha sido morta porque estava organizando uma manifestação para pedir mais segurança na região

Ernesto Batista, especial para o Estado,

01 Maio 2012 | 17h54

SÃO LUÍS - A principal linha de investigação adotada pela polícia do Maranhão na tentativa de elucidar a execução da cacique indígena Maria Amélia Guajajara, líder da aldeia Coquinho II, é que ela tenha sido morta a mando de madeireiros que atuam ilegalmente na região de Barra do Corda, município localizado a 400 quilômetros de São Luís, porque a cacique estava organizando uma manifestação para pedir mais segurança.

Maria Amélia foi executada com dois tiros na cabeça, na tarde de 28 de abril, por dois homens que chegaram em uma moto, na frente de parentes. A hipótese foi levantada quando os policiais ouviram as testemunhas do crime.

A manifestação que Maria Amélia estava organizando teria sido marcada para esta quinta-feira e a proposta era interromper o tráfego na BR-226, que cruza a reserva Canabrava, onde fica a aldeia Coquinho II, para exigir a instalação de um posto permanente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na região.

Apesar disso, a polícia ainda não descartou a hipótese de Maria Amélia ter sido executada por causa de dívidas antigas com traficantes de drogas. Essa segunda hipótese foi levantada pelo marido da vítima, Deoclides Gabriel Guajajara, em depoimento para a polícia.

As testemunhas que já foram ouvidas também teriam identificado um homem que seria marido de outra  índia da mesma etnia de Maria Amélia, e que já morou na aldeia Coquinho II, como sendo um dos executores do crime. No entanto, até o momento, nenhuma pessoa foi presa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.