Madonna conhece projetos sociais no Morro Dona Marta

'É ótimo estar aqui, eu amo o Rio', afirmou cantora ao visitar favela que recebeu Michael Jackson em 1996

Roberta Pennafort e Luana Rossi, especial para o Estado,

13 Novembro 2009 | 19h01

 

RIO - Treze anos depois de Michael Jackson, nesta sexta-feira, 13, foi a vez de Madonna parar a favela Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. No Rio desde segunda-feira, a cantora teve sua primeira agenda aberta na cidade. A convite do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), ela subiu o morro Dona Marta para conhecer dois projetos bem sucedidos. Um foi a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que, instalada em dezembro do 2008, conseguiu acabar com a presença de traficantes ostensivamente armados nas ruas e reduzir o comércio de drogas; outro, a Ação Social pela Música do Brasil, oferece bolsas a crianças e adolescentes, que têm aulas gratuitas de música.

 

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"É ótimo estar aqui, eu amo o Rio", disse Madonna, ao passar pelos jornalistas. Apesar do calor da tarde carioca, vestia uma jaqueta de couro preta, calça jeans e sandália de salto alto, sorriu. Acenou para os fãs, mas não deu entrevistas. A estrela passou menos de uma hora na favela. Primeiro assistiu a uma apresentação de street dance ao som de sua Music. Em seguida, foi a vez da escola de samba local, a Mocidade Unida do Santa Marta, se apresentar e, depois, tocaram os adolescentes da Ação Social pela Música do Brasil.

 

 

Antes de ir embora, ela ainda foi levada pelo governador a conhecer uma casa da favela, que fica num prédio de três andares que recebeu investimentos do governo do Estado. Madonna conversou com Brenda Victoria de Souza, de 14 anos, que ficou paraplégica em 2007 em decorrência de esquistossomose. A mãe da menina, Josefa França, de 48 anos, pediu a ajuda da cantora para o tratamento da filha e Madonna prometeu ajudar.

 

 

"Não esperava que ela viesse, ela prometeu ajudar minha filha. Eu pedi porque sou cara de pau". Brenda conversou rapidamente com a cantora em inglês. Madonna fez a alegria não só dos moradores, que se aglomeraram para vê-la no alto do morro, mas também de um grupo de fãs que subiu a favela atrás da cantora. Um deles, Davison Santos, de 26 anos, conseguiu o que mais queria na vida: tocá-la. "Eu vim aqui pra isso, são 16 anos seguindo ela", disse o rapaz, chorando, em meio à crise nervosa que teve por conta da emoção.

 

JANTAR

 

Na quinta-feira à noite, o jantar em torno de Madonna na casa do empresário Eike Batista, ao qual também estiveram presentes o governador , o prefeito Eduardo Paes (PMDB) e o casal de apresentadores Luciano Huck e Angélica, foi proveitoso tanto para a cantora quanto para a cidade do Rio. Ela conseguiu arrecadar os US$ 10 milhões que queria para investir nas atividades de sua ONG no Brasil; em troca, prometeu cantar no réveillon carioca de 2010.

 

O prefeito anunciou a conquista no Twitter logo de manhã: "Madonna vai tocar na praia de Copacabana no réveillon de 2010/2011. Convidei e ela aceitou em jantar ontem na casa do Eike"; em seguida, Paes ressalvou que também havia convidado a cantora para se apresentar na abertura das olimpíadas, em 2016, mas que essa vinda não estava confirmada.

 

Também pelo Twitter, Luciano Huck comentou a "soma de forças" de Batista, o principal doador para o projeto de Madonna - seriam US$ 7 milhões - e os governos do Estado e do município, em prol das crianças assistidas. Madonna não apenas pediu dinheiro, mas também se comprometeu a colocar a mão do bolso pelas crianças brasileiras - doaria um total de US$ 1 milhão.

 

O pequeno grupo de convidados, que apreciou um menu de diferentes restaurantes cariocas e bebeu champanhe, assistiu a um vídeo de apresentação do projeto de Madonna, Success For Kids, já presente no Rio e em São Paulo. Ontem à tarde, ela esteve na casa de mais um empresário, Olavo Monteiro de Carvalho, em Santa Teresa, antes de seguir para a favela Dona Marta.

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