RICARDO DUARTE/Agência RBS/
RICARDO DUARTE/Agência RBS/

Madrasta de Bernardo se cala diante de juiz

Os quatro acusados pela morte do menino foram ouvidos pelo juiz de Três Passos sob protesto de moradores; Boldrini acusou a mulher

Lucas Azevedo, Especial para O Estado

27 Maio 2015 | 18h10

PORTO ALEGRE - A madrasta de Bernardo Boldrini, Graciele Ugulini, manteve-se calada durante depoimento ao juiz no fórum de Três Passos, no Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira, 27. Graciele é uma das quatro pessoas acusadas pela morte do menino, em abril de 2014. O médico Leandro Boldrini, pai da criança, depôs antes e acusou Graciele pelo crime. 

Já a amiga de Graciele, Edelvânia Wirganovicz, disse que foi à força depor. "Eu não estou bem, estou tomando remédios. Eu vim à força, porque me obrigaram a vir. Eu estava sem condições", reclamou, antes de se calar.

Evandro Wirganovicz - o único que não vestiu colete à prova de balas - negou que tenha cavado a cova em que Bernardo foi enterrado. "Foi minha irmã que fez o buraco, é o que ela conta", destacou. Questionado sobre o que fazia na véspera do crime no local em que o corpo de Bernardo foi achado, ele explicou que estava pescando. 

Antes do depoimento dos três acusados, Leandro Boldrini, foi ouvido pelo juiz Marcos Luís Agostini, titular do processo da 1ª Vara Judicial de Três Passos. Em cerca de três horas de depoimento, culpou a mulher, Graciele, pelo crime. "Sou uma pessoa esclarecida e jamais compactuaria com uma coisa dessas", disse. Ele admitiu não ter sido um bom pai para o garoto, negou conhecer Edelvânia e confirmou o mau relacionamento entre o filho e a madrasta. 

"Perdi meu filho. Cadê o Bernardo? Nem o luto eu pude construir, porque não vi o corpo. Minha vida está destruída", afirmou. 

Protesto. O depoimento dos acusados pela morte de Bernardo foi marcado por manifestações na porta do fórum de Três Passos. Foi a primeira vez que Boldrini e Graciele retornaram à cidade na qual viviam com o menino depois de serem presos, há cerca de um ano. 

Boldrini teve de usar colete à prova de balas em público. Na entrada do prédio do Judiciário, moradores aguardavam os acusados com gritos de protesto. 

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