Madrasta é indiciada por morte de menina de sete anos

Robertina Machado, de 31 anos, que confessou ter agredido a enteada Sandra Kessler, de 7 anos, morta na quinta-feira (27), numa fazenda de São Carlos, na região de Ribeirão Preto, foi ouvida informalmente na tarde de hoje pelo juiz da 2ª Vara Criminal de São Carlos, João Baptista Galhardo Júnior. O delegado Maurício Dotta, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), também concluiu o inquérito, indiciando Robertina por lesão corporal culposa (sem intenção) seguida de morte. Como sua prisão temporária, de cinco dias, concedida pela Justiça, venceu hoje, e o promotor Mário José Corrêa de Paula deverá receber o inquérito apenas amanhã, Robertina deveria ser liberada ainda hoje da Cadeia Feminina de Ribeirão Bonito. O promotor De Paula poderá pedir a prisão preventiva de Robertina, caso julgue necessário no decorrer do processo. Robertina Machado confessou que havia agredido a enteada na noite de sexta-feira (28) e, ao descobrir que a menina morrera, jogou o seu corpo na piscina da fazenda, onde trabalha o pai Valdir Kessler, para simular um afogamento. Na quarta-feira (26), o Conselho Tutelar já havia recebido a denúncia de que Sandra tinha sofrido agressões em casa, pois estava com várias lesões pelo corpo e dois dentes quebrados. O pai deveria comparecer no dia seguinte à escola, mas a menina já estava morta. Daí a polícia suspeitou que a madrasta pudesse ter ligação com a morte. O corpo de Sandra foi sepultado em Pinhalzinho (SC), no sábado (29). Revoltadas com a história, duas detentas tentaram agredir Robertina Machado na Cadeia, no sábado, mas foram contidas. A madrasta foi colocada numa cela separada para evitar novos problemas.

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