Madrugada foi marcada pela violência no Rio

Dois ônibus e dois carros foram incendiados e outro ônibus foi metralhado na Avenida Brasil, em mais uma madrugada de violência no Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, o ataque foi feito por pelo menos 20 traficantes. A Polícia Militar foi chamada e houve tiroteio. Um tentente morreu com um tiro na cabeça. Próximo à porta do hotel Meridien, em Copacabana, zona Sul, criminosos quebraram algumas vidraças, quando atiraram uma bomba de fabricação caseira. A poucos metros dali, um supermercado também foi atacado por outra bomba e ainda teve a fachada metralhada. Em Del Castilho, zona Norte, um coquetel molotov foi atirado em uma passarela que liga a estação de metrô Del Castilho a um shopping. Ninguém ficou ferido. A polícia ainda não sabe quem são os autores da ações criminosas, mas informou que a segurança já foi reforçada nas vias expressas e nos locais onde aconteceram os ataques.RepresáliaO secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, disse que os atos de violência podem ser uma represália dos bandidos às prisões dos traficantes Jorge Alexandre Cândido, o Sombra, e Carlos Orlando Mesina Vidal, o Gringo, na última sexta-feira. Ambos são aliados importantes de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Quintal não descarta a hipótese de a ordem ter sido dada pelo próprio Beira-Mar, que está na carceragem da Polícia Federal, em Maceió. O secretário prometeu que os criminosos vão "pagar caro." Ele classificou as ações de burras e afirmou que a resposta será uma série de invasões a favelas de onde teriam partido seus executores.Nesta manhã, a Polícia Militar faz uma operação no complexo de favelas da Maré, na zona Norte, em busca de traficantes, armas e drogas.

Agencia Estado,

31 de março de 2003 | 10h45

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