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Mãe adotiva de Pedrinho é acusada de seqüestro qualificado

A empresária Vilma Martins Costa responderá por seqüestro qualificado e registro falso de Pedrinho, o recém-nascido de apenas 13 horas de vida que ela tirou dos pais legítimos, no Hospital Santa Lúcia, há mais de 16 anos, e criou como filho legítimo.O juiz da 8ª Vara Criminal do TJDF, Cesar Loyola, acatou nesta sexta-feira à tarde denúncia da promotora da 15ª Promotoria Criminal do Distrito Federal, Ana Cláudia Magalhães Melo, contra a mãe de criação do rapaz, que recebeu o nome de Osvaldo Borges Júnior.O juiz ressaltou que o delito de seqüestro não se caracteriza apenas pela restrição absoluta de liberdade. Basta que a vítima seja ?impedida de exercer o seu direito fundamental?. Júnior só descobriu que não era filho de Vilma em 7 de novembro último. Ele foi registrado em Mararosa (GO) como filho legítimo de Vilma e Osvaldo.?A sua liberdade, não só a intelectual como a física, ficou restrita às possibilidades queeram concedidas pelas pessoas que supunha serem os seus pais?, concluiu o juiz, depoisde observar que o rapaz sofreu restrição ao seu direito de liberdade desde o momentoem que foi retirado dos braços da mãe com a desculpa de que seria levado a examesmédicos.?Por desconhecer a própria identidade, a vítima não teve a opção de escolha em relação aos caminhos de sua vida.?O juiz mandará citar a acusada e enviará cartarogatória para a Justiça de Goiás ouvir Vilma, que reside em Goiânia. Nesta quarta-feira, o juizjá havia negado pedido de habeas corpus preventivo para Vilma, apresentado peloadvogado Ezízio Barbosa.A Polícia Civil do Distrito Federal encerrou as investigações na última quarta-feira,depois de reunir provas suficientes contra Vilma. Mas a polícia denunciou a empresária por ?subtração de incapaz?, um crime considerado prescrito em 1997, que não implicariapunição para Vilma.Já a promotora Ana Cláudia se convenceu de que Vilma, na verdade, havia cometido os crimes de seqüestro e registro falso, que, somados, podemresultar numa condenação máxima de 11 anos de prisão.A polícia desvendou o crime a partir de denúncia feita ao SOS Criança por uma adolescente de 19 anos, Gabriela Borges, neta do ex-marido de Vilma, que faleceu em outubro. Foi a garota quem forneceu as pistas que levaram a polícia a localizar o filho de Jayro Tapajós e Maria Auxiliadora Rosalino Braule Pinto, desaparecido por quase 17 anos.Mas a testemunha-chave para identificar a responsável pelo rapto foi o irmão de Vilma,Sinfrônio Martins Costa, que acabou revelando à polícia ter transportado a irmã e o recém-nascido de Brasília para Goiânia. A polícia não o indiciou como cúmplice porque Sinfrônio garantiu desconhecer os planos da irmã, que se negou a explicar a ele a origem do bebê.

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