Marcio Dolzan/Estadão
Marcio Dolzan/Estadão

Mãe de bebê morto em atropelamento no calçadão de Copacabana está em estado grave

Marido conta que a mulher não costumava levar a menina ao calçadão, mas havia feito isso para passear com a mãe dela, avó de Maria, que tinha chegado do Recife

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2018 | 02h14

RIO -  A pequena Maria Louize, de 8 meses, que morreu após ser atropelada na praia de Copacabana na noite desta quinta-feira, 18, estava acompanhada da mãe, Niedja Araújo da Silva, de 23 anos, e da avó materna quando o carro invadiu o calçadão e a areia, deixando outros 16 feridos. Segundo o pai da menina, o motorista de Uber Darlan Rocha de Azevedo, de 27 anos, a mulher dele está internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel Couto. O hospital não confirmou o quadro de saúde dessa paciente.

Azevedo conta que Niedja não costumava levar o bebê ao calçadão, mas havia feito isso na noite desta quinta-feira para passear junto com a mãe dela (avó de Maria), que tinha chegado de Recife para visitar a neta. "Eu estava trabalhando, minha esposa estava passeando com minha filha no calçadão, com o carrinho de bebê, e a avó", narrou. O casal tem outro filho, sendo que Maria era a caçula, e mora em Copacabana.

"Nem sei como estou falando com vocês", afirmou aos jornalistas, desolado, na porta da 12ª DP. “Tem epilepsia e tem carteira de motorista, como pode? Ele (o atropelador) é um assassino, não era pra ter carteira de motorista. Minha filha morreu, como vou ficar agora?”, questionou.

Uma tia do bebê, Solange Maria Marcos, criticou o motorista que causou o acidente. "Na hora, ele fugiu e não prestou socorro. Agora vem com um monte de remédios, vem dizer que é doente. Nunca vi uma pessoa doente ter uma habilitação. Agora, ele vai sair daqui, vai dormir no ar condicionado, e o pai vai ficar chorando."

Atropelamento. Antônio de Almeida Anaquim, de 41 anos, estava dirigindo um Hyundai HB20 preto na noite desta quinta-feira quando invadiu o calçadão da praia de Copacabana, chegando até a areia, e atingiu pelo menos 16 pessoas, além de Maria, de 8 meses, que morreu.

Ele afirmou à Polícia Civil ser epilético e ter sofrido um desmaio. Segundo os PMs, dentro do carro de Anaquim havia medicamentos para epilepsia. O coronel Murilo Angelotti, comandante do 17.º Batalhão da PM, em Copacabana, informou que Anaquim relatou ter sofrido um “apagão”. Testemunhas também contaram que, ao descer do veículo, Anaquim estava “meio parado” e “não esboçava reação”.

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Após prestar depoimento, ele seria levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para realizar exames de saúde que poderiam comprovar problema médico. Pessoas epiléticas podem dirigir automóveis, desde que comprovem não sofrer crises frequentes.

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