Mãe de jovem presa na Itália pede ajuda ao Itamaraty para ver a filha

A cabeleireira Márcia Cipriano Moreira pediu ajuda ao Itamaraty para dar assistência à sua filha Simone Moreira. "Ela até pode ter sido negligente por ter descuidado da Juju - e deve responder por isso. Mas não ser presa como uma assassina. É por isso que estou pedindo ajuda", disse Márcia, em entrevista ao Estado, por telefone. "Quero estar perto da minha filha, mas preciso que as autoridades brasileiras me ajudem. Não adianta ter só passagem, preciso de autorização para chegar até ela."

Fabiana Cimieri, RIO, O Estadao de S.Paulo

08 de setembro de 2009 | 00h00

O Itamaraty informou que acompanha o caso pela imprensa e busca informações junto às autoridades italianas, mas que ainda não oferece assistência consular à família porque não recebeu nenhuma solicitação de parentes.

A avó da criança disse que soube da morte da neta pela própria filha: "Ela me ligou às 2h30 (horário brasileiro) chorando muito e dizendo ?mãe, estou desesperada, perdi minha filha, ela morreu?." A ligação caiu algumas vezes. "Ela estava descontrolada, dizia que tinha deixado a Juju por uns minutos e que depois ela não estava mais lá." Desde a separação dos pais, Giuliana morava com o pai, o empresário italiano Michele Favaro.

DESCONFIANÇA

Na noite de sua morte, ela e a mãe haviam saído para tomar sorvete. A polícia desconfia da versão de acidente, apresentada por Simone, porque, segundo a perícia, se ela tivesse caído no local apontado, o corpo deveria ter escoriações.

"Minha filha deu o primeiro depoimento à polícia na própria noite do crime. Depois foi levada para um hospital e sedada, porque estava dizendo que queria se matar. No dia seguinte, foi ouvida novamente e caiu em contradição. Mas ela estava grogue, em choque. Ela não é assassina."

Na última vez em que falou com a filha, no sábado, Simone teria dito à mãe: "Estou me sentindo mal, sou culpada porque a deixei sozinha."

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