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Mãe de modelo morta em Lisboa fala que carta não condiz com realidade

Pais não descartam que Jeniffer tenha sido forçada a escrever texto de despedida

Cíntia Briguenthi, Especial para O Estado

12 Abril 2011 | 16h10

VITÓRIA- O pai da modelo Jeniffer Viturino, de 17 anos, Girley Viturino, afirmou nesta terça-feira, 12, que a mãe reconheceu a letra encontrada em uma carta de despedida supostamente pela filha, mas o conteúdo não condiz com a realidade. Ele não descarta a possibilidade da jovem ter sido obrigada a escrever a carta. A família também estranha o fato do namorado ter avisado da morte à mãe da jovem, três horas depois.

 

O corpo da modelo, que morreu em Lisboa após cair do 15º andar do prédio do namorado, Miguel Alves da Silva, foi liberado pelo Instituto de Medicina Legal de Lisboa (IML), após passar por uma autópsia nesta segunda-feira, 11. Girley embarcou às 17h20 de para Portugal, para acompanhar o andamento das investigações. A família definiu que o enterro será em Portugal assim que o pai da moça chegar ao país.

 

Segundo o jornal português Correio da Manhã, a carta apresentada pelo ex-namorado de Jeniffer não convenceu a Polícia Judiciária do país, que irá submeter o papel a exames de laboratório. Ainda de acordo com o jornal, Miguel Alves da Silva foi interrogado pela polícia na noite de ontem.

 

Suicídio. Os pais da jovem não acreditam na hipótese de suicídio. Para Girley, ela estava em uma fase boa da vida e não teria motivos para se matar.

 

"Pode ter acontecido suicídio, pode. Mas no meu ser, meu coração de pai, eu não acredito. Pela pessoa que ela era, o jeito de ser, alegre, sorridente, meiga e não estava aparentemente com algum problema. Ela puxou a mim. Quando estava com algum problema se isolava e isso não estava acontecendo com ela", disse.

 

Na quinta-feira, 7, foi a última vez que a mãe Solange Corneu viu a filha. Ela jantou com o casal e, logo após, Miguel e Jeniffer foram para o apartamento dele. Segundo Solange, apesar das brigas constantes nos últimos dias, os dois estavam alegres e não mostravam qualquer anormalidade.

 

"Quando ele (Miguel) ligou pra Solange, ele disse que só estavam os dois no apartamento, ele no quarto e ela na sala, foi quando aconteceu. Meu sentimento é de expectativa, que possa ser mostrada a realidade dos fatos. Se foi suspeita ou se foi outra coisa, isso aí a investigação vai dizer. A gente fica sem saber e isso é complicado para um pai, saber que nunca mais vai ver sua filha, não poder abraçá-la, é muito complicado", afirmou Girley.

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