Mãe de seqüestrador leva à libertação de vítima do cativeiro

A Polícia Militar libertou do cativeiro a artista plástica Raquel Cândida Duarte, de 48 anos, depois que a mãe de um dos criminosos denunciou à polícia que uma mulher estava sendo agredida numa casa abandonada, em Ipê, bairro de Pinheiral, a 97 quilômetros da capital. Vera Lúcia Domingos não sabia que seu filho era o autor do crime. Ayrton Antônio dos Santos, de 18 anos, está foragido. Dois cúmplices dele foram presos.Raquel foi seqüestrada na madrugada de sábado. Ela estava com o marido, um empresário, no sítio do casal, em Vassouras, quando o local foi invadido por Ayrton. O marido foi amarrado e deixado num dos quartos. A artista plástica foi levada no Santana do casal.No cativeiro, a vítima foi estuprada e espancada. Ela foi atingida com pedradas na cabeça e sofreu traumatismo craniano. Vera Lúcia ouviu os gritos da artista plástica e chamou a polícia. Os policiais encontraram a vítima desacordada.Dois suspeitos foram presos, Mauro Cesar Correia, de 29 anos, e outro homem que ainda não havia sido identificado. Eles confirmaram a participação de Ayrton. Por pouco ele não foi preso. O rapaz dirigia o Santana roubado por Pinheiral e chegou a ser perseguido pela PM, mas abandonou o veículo e fugiu por um cemitério. Raquel foi levada para o Pronto Socorro de Pinheiral e de lá transferida para o Hospital Vita, em Volta Redonda. Ela está internada na UTI.Ayrton é sobrinho do caseiro do sítio do casal. A mãe dele também já havia trabalhado para o casal como empregada doméstica. Ayrton e o tio não se falam, e a polícia não acredita no envolvimento do caseiro. "Esse rapaz é conhecido na cidade por dar problemas, e por ser usuário de drogas. Depois de fazer a denúncia, a mãe dele se arrependeu. Voltou a ligar para a polícia e disse que o filho era trabalhador. Ela ficou desesperada", contou um policial militar.

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