Mãe e filhas passam 18 horas seqüestradas

A mulher e três filhas de um empresário de Itapuí - cidade de 10 mil habitantes, localizada na margem direita do Rio Tietê, entre Bauru e Jaú - foram mantidas como reféns durante 18 horas por um grupo de homens que as levou de casa por volta das 23 horas da terça-feira. A mãe e as meninas, de nove, cinco e três anos, cujos nomes não foram divulgados pela polícia, foram liberadas só por volta das 18 horas de quarta-feira, depois que o empresário pagou o resgate, no valor de R$ 52 mil. Os seqüestradores as deixaram nas proximidades de Ibitinga, distante 40 quilômetros de Itapuí. O delegado José Jorge Cardia, do Grupo Especial de Resgate de Bauru, que acompanhou as negociações da família com os seqüestradores, disse que o primeiro pedido foi de um resgate de R$ 300 mil e que, durante as conversações telefônicas, o empresário disse ao interlocutor que só havia conseguido reunir R$ 52 mil, e o convenceu de que mais não seria possível. Por ser uma cidade ribeirinha e explorar o turismo regional, a pequena Itapuí acostumou-se a ocorrências policiais menores. É comum a denúncia de furtos de utensílios de pesca e lazer, brigas entre freqüentadores de fim-de-semana, furtos de bicicletas e de sacas de café nas fazendas do município. A cidade é tão pacata que nem possui cadeia. A cela existente na delegacia de polícia só é utilizada para a curta permanência daqueles que aguardam transferência para a cadeia de Jaú, distante 20 quilômetros. Segundo os policiais que trabalharam no caso, o que ocorreu foi o seqüestro ocasional. Os ladrões entraram na casa da família para roubar jóias e outros pertences e, para garantir a fuga, levaram a mulher e as filhas. Depois disso, aproveitaram para pedir o resgate. As investigações prosseguem nesta tarde, mas ainda não havia pistas para a localização dos criminosos.

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