Mãe é suspeita de pagar R$ 20 mil pela morte do filho

Mulher mandou matar o filho por estar descontente com a mesada que recebia dele

Fábio Grellet - O Estado de S. Paulo,

23 de maio de 2012 | 18h24

RIO DE JANEIRO - A dona de casa Maria Selma Costa dos Santos, de 70 anos, foi presa na terça-feira, 22, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após confessar ter pago R$ 20 mil a um pistoleiro para matar o próprio filho. O empresário José Fernandes dos Santos Reis, de 52 anos, foi morto em 29 de novembro de 2011. Segundo a polícia, a idosa estava descontente com a mesada que recebia do filho.

Reis era dono de uma construtora, de uma fábrica de materiais elétricos, de uma confecção e de uma lanchonete. Casado, morava na zona sul do Rio com a mulher e um filho de 15 anos, e frequentava a casa da mãe no centro de Caxias, onde mantinha um escritório. As desavenças com a mãe eram frequentes.

Duas semanas antes do crime, Maria Selma pediu à faxineira Maria José da Silva Dias, de 42 anos, que encontrasse um pistoleiro disposto a matar seu filho. Segundo a empregada, a idosa alegou que o filho estava tomando ilegalmente seus bens e iria deixá-la "na rua". Ela também disse que o filho pretendia matá-la, e por isso o mataria primeiro.

A faxineira levou a proposta ao vigia de rua Isaac Paulo de Moraes, de 22 anos, que cobrou R$ 20 mil pelo serviço. A idosa pagou R$ 5.000 antes do crime e orientou o vigia a aproveitar o momento em que seu filho saía da casa dela, sempre no início da noite. Ele dispensava o segurança às 19h e, ao sair da casa, tirava o carro e descia para fechar o portão. Ele deveria ser morto antes de voltar ao carro, que é blindado.

A vítima foi assassinada com três tiros. Depois do crime, o vigia recebeu mais R$ 15 mil. Segundo a faxineira, ao ouvir os tiros, a idosa disse que o filho tinha ido "para o inferno". Um dia antes de ser morto, o empresário havia dito à mulher que suspeitava que sua mãe estava tramando algo contra ele pois os dois haviam discutido.

O vigia e a faxineira também estão presos.

Mais conteúdo sobre:
Rio de Janeiromãemorte

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.