Mãe foi levada a hospital antes de receber notícia

Vizinhos dizem que crimes são freqüentes no local

O Estadao de S.Paulo

26 Setembro 2007 | 00h00

Quando a Polícia Militar encontrou o corpo de Francisco Ferreira de Oliveira Neto, o padrasto, José Justino da Silva, foi o primeiro avisado. Pediu aos homens da PM que a mulher, Rita de Oliveira, de 31 anos, fosse poupada. "Ela tem problema de coração. É melhor não contar nada agora." A solução foi armar um pretexto para levar Rita ao Hospital Cachoeirinha. Policiais disseram que um garoto tinha aparecido no hospital e Rita precisaria ir lá para reconhecê-lo. Chegando ao local, ela foi medicada. Só uma hora depois recebeu a notícia trágica. Mesmo com os calmantes, Rita entrou em pânico. "Por que meu filho? É sempre assim. Os bons morrem e os maus ficam vivos." A notícia da localização do corpo do outro garoto, Josenildo, chegou mais tarde. Dessa vez, o padrasto também desabou. "Era um menino tão bom. Ele quase não saia de casa. Era um garoto muito querido por toda a vizinhança." Com a confirmação dos assassinatos, a vizinhança foi se agitando. "Não adianta pegar um cidadão destes e prender. Prender pra quê? Pra fugir de novo? Todo mundo que tem filho no Jardim Paraná está com medo", afirmou um vizinho que não quis se identificar. "Esse mato é um entra-e-sai de gente. Já teve estupro e assassinato", disse outra vizinha. Segundo os parentes, os garotos entraram na mata para apanhar uma jaca. A mãe não se opôs porque as crianças da região costumam brincar sempre no local. "Só Josenildo é que não ia muito", disse o padrasto. No sábado a tarde, os próprios moradores entraram na mata para procurar os garotos. A polícia foi acionada só às 23 horas. As buscas começaram domingo pela manhã.

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