Mãe joga filha de 11 meses em rio e é presa em MG

A dona-de-casa Fabiene Cristina Campos de Barros, de 31 anos, foi presa em flagrante na noite de domingo acusada de jogar a própria filha, de apenas 11 meses, no rio Piracicaba, que corta a cidade de João Monlevade, a 108 quilômetros de Belo Horizonte, na região central do Estado. Lara Cristina Campos Rodrigues foi retirada da água por um grupo de resgate voluntário da cidade. Ela chegou a ser socorrida, mas, de acordo com a Polícia Civil, morreu ao dar entrada no hospital municipal Nossa Senhora Margarida.A própria mãe da criança acionou, às 19h40, a PM e tentou simular um seqüestro. Ela disse aos policiais militares que tinha sido agredida por dois homens, um deles armado, que levaram a criança. No entanto, ao ser interrogada, a mulher confessou que jogou a menina no rio. A vítima foi retirada das águas já na madrugada de hoje, por volta de 1h.O crime chocou a cidade mineira. No depoimento que prestou na delegacia regional, a mãe disse que estava "cansada de olhar a criança". De acordo com o delegado Antônio Inácio Ferreira, ela precisou ser colocada em uma cela separada das outras detentas. "As pessoas estão revoltadas. Tem gente que não quer acreditar que tenha ocorrido um crime de tamanha brutalidade", disse o delegado.Homicídio qualificadoFabiene afirmou aos policiais que é solteira e mãe de outros dois filhos. Um de seis anos, fruto de um primeiro relacionamento, e outro de três, filho do suposto pai do bebê que foi atirado no rio. Conforme Ferreira, a residência da acusada fica próximo ao local do crime, na região industrial de João Monlevade. "Ela entrou debaixo da ponte e jogou a criança", disse.O delegado instaurou um inquérito e terá dez dias para concluí-lo. Fabiene, segundo adiantou, será indiciada por homicídio qualificado. "Ela aparenta um certo distúrbio, inclusive fazia uso de remédios controlados", observou Ferreira.Um laudo de necropsia irá apontar a causa da morte da criança. O delegado regional Edmar Paula da Silva, disse, em entrevista à Rádio Itatiaia, que as hipóteses são hipotermia ou afogamento. De acordo com ele, Fabiene alegou que a menina estava "dando muito trabalho". "Ela jogou (a criança no rio) simplesmente por isso". O delegado regional afirmou que a acusada demonstrou arrependimento, mas não deu outra versão para explicar a "insanidade" que cometeu.LetíciaO caso lembra o episódio envolvendo a promotora de vendas Simone Cassiano da Silva, 29 anos, presa preventivamente sob a acusação de, no final de janeiro, atirar a filha recém-nascida, de apenas dois meses, na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. A menina - depois registrada, provisoriamente, com o nome de Leticia Maria Cassiano - foi atirada nas águas da lagoa embrulhada num saco plástico amarrado a um toco de madeira. Mas foi salva por populares.Na semana passada, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou habeas corpus impetrado pela defesa de Simone. A guarda provisória da menina foi entregue a um casal que constava dos cadastros do Juizado da Infância e da Juventude de Belo Horizonte.

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