Mãe que jogou filhas em cisternas diz que sofre de depressão

Presa, ela afirma que ouviu vozes para jogar as filhas em cisternas; menina de 4 anos morreu e a de 6 foi salva

15 Outubro 2007 | 12h19

A mãe que jogou as duas filhas em uma cisterna de 9 metros de profundidade, em Minas Gerais, alegou em seu depoimento que sofre de depressão e que chegou a ouvir vozes para jogar as crianças. A menina mais nova, de 4 anos, morreu. O avô materno socorreu a mais velha, de 6 anos, que foi encaminhada ao conselho tutelar de Santo Hipólito, cidade da região central de MG.   A mãe, Sandra Rodrigues da Fonseca, de 29 anos, foi presa em flagrante e levada para a Delegacia de Corinto. Ela responderá por homicídio e tentativa de homicídio. De acordo com a delegada de plantão, Elizabeth de Freitas Assis Rocha, ela se mostrou bastante fria durante o depoimento.   Sandra informou que sofre de depressão e parou de tomar os remédios há algum tempo. "Ela pareceu em estado de choque no depoimento, mas tem plena consciência de que matou uma filha", afirmou a delegada.   A mulher disse ainda que chegou a ouvir vozes, pedindo para jogar as crianças na cisterna. Para Elizabeth Rocha, vários fatores levaram a mulher a cometer o crime. "Além da depressão, há também as dificuldades financeiras para cuidar das filhas."

Mais conteúdo sobre:
mãe mata filhas cisternas

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.