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Mãe reencontra filha seqüestrada havia seis anos pelo pai

A menina Steffany Conceição Dourado, seqüestrada pelo próprio pai em fevereiro de 2001 em Goiânia, quando tinha 1 ano e dois meses de idade, foi encontrada na quarta-feira pela policia de Goiás e devolvida para sua mãe, Mayonara Conceição.O reencontro, seis anos depois, aconteceu em Niquelândia, a 300 quilômetros de Goiânia, onde a menina vivia na casa de uma tia. O pai, Antonio Carlos Macedo Dourado, de 44 anos, não foi localizado e está foragido da Justiça. "O que parecia uma tragédia acabou em alegria", disse hoje Mayonara Conceição, de 26 anos.Ela conta que nos últimos anos viveu imaginando qual seria o cheirinho das roupas e das fraldas do seu bebê. Beijou uma foto, que acabou publicada em cartão postal para ajudar na localização. E sonhou com a festa de aniversário, que faria no dia do reencontro. "O pior era acordar de manhã e não ter a Steffany do meu lado", relembrou Mayonara. "Solidão era não ver o rosto, não poder cuidar dela e ouvir, muitas vezes, as pessoas me dizendo para desistir de tudo; mas não desisti".Steffany foi seqüestrada pelo pai por vingança. Antonio Carlos não aceitou a separação judicial de Mayonara, após quatro anos de relacionamento. Dissimulado, conquistou a confiança da ex-mulher para alcançar um objetivo."Ele me avisou que iria fazer exames e que levaria a Steffany para fazer companhia; uma hora depois me ligou dizendo que jamais a devolveria", relembra a dona-de-casa."Foram seis anos de angústia, frustrações e uma dor que virava lágrimas quando ia dormir", disse hoje Mayonara. "Mas não desisti, acreditei que teria de volta a minha pequena Steffany", disse entre lágrimas e a alegria pelo reencontro.Segundo a polícia, foram 15 meses de investigações, onde se empregaram mandatos de busca e apreensão itinerantes, escutas telefônicas, depoimentos de vizinhos e parentes para localizar a criança, como explicou a delegada Adriana Accorsi, da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA), em Goiânia. "Deu certo, encontramos a Steffany e agora ela pode voltar para casa", disse a policial.Durante a espera, a maior esperança se concentrou numa foto da criança, como afirmou a mãe da criança. "Só depois de três anos de buscas eu decidi que deveria pedir ajuda na delegacia de Proteção á Criança", disse a dona-de-casa Mayonara. "Eu cheguei a duvidar que a policia agiria a meu favor", revelou.Agora, Steffany vai morar com a mãe, em Goiânia, juntamente com o padrasto e um irmão. No mês que vem participa da festa do 7º ano de vida, a primeira ao lado da família, que mora num bairro da periferia.

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