Maia assina contrato para Guggenheim até 6ªF

O prefeito César Maia espera assinar, até a sexta-feira da próxima semana, os contratos para a instalação de uma unidade do Museu Guggenheim no Rio. Maia informou ao Estado, por e-mail, que a principal pendência são os valores a serem pagos ao arquiteto francês Jean Nouvel, autor do projeto do prédio a ser construído no PierMauá, na zona portuária, centro da cidade.A prefeitura ofereceu a ele US$ 10 milhões (cerca de R$ 35 milhões), mas ainda não recebeu uma resposta. Segundo o prefeito, Nouvel vem ao Rio na semana que vem para participar de umseminário e para as negociações finais.Maia informou que o Guggenheim do Rio ?vai custar até R$ 400 milhões em obras?. Segundo ele, a Fundação Guggenheim de Nova York recebeu nesta segunda-feira a proposta final daprefeitura. ?Se for aceita, o contrato será assinado em 7 de fevereiro. Se não, asnegociações continuam.? Os arquitetos divergem sobre os valores oferecidos a Nouvel.O presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), Carlos Fernando Andrade,lamenta a discrepância entre o que a prefeitura paga a estrangeiros e a brasileiros nosconcursos que realiza.Mas o arquiteto Luiz Carlos Toledo, autor do projeto escolhido para o Centro de Convenções a ser construído no centro da cidade, discorda. ?Não é o Nouvel que ganha muito, nós é que ganhamos pouco?, disse ele. ?Não dá paracomparar. O Nouvel tem renome internacional. É como um Van Gogh, paga-se ou não oseu preço, sem discussão.?O projeto de Toledo, que prevê a restauração do prédio de um antigo hospital e a construção de um hotel, prédio de escritório e um centro deconvenções, num total de 80 mil mestros quadrados de área, é orçado em R$ 2,6 milhões. ?Mas prevê apenas o projeto e não o gerenciamento, como no caso da proposta a Nouvel?, ressalta Toledo.Nesta terça-feira, às 14 horas, será lida uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva emprotesto contra a forma como César Maia está conduzindo a negociação do Guggenheim e argumentando que as quantias poderiam ser usadas em outras obras fundamentais para a cidade.Assinam o documento, entre outros, o produtor Romaric Suger Buem e o presidente do Museu de Arte Moderna do Rio, Gilberto Chateaubriand.Para Buem, as exigências de um público de um milhão pagantes por ano, prometido àFundação Guggenheim, dificilmente será alcançado.Segundo ele, com as exposições do Surrealismo e Paris 1900, que trouxe em 2001 e 2002, o Centro Cultural Banco do Brasil chegou perto de um milhão de visitantes em cada ano. ?Mas eram mostras gratuitas, em local de fácil acesso. O importante é esclarecer que o prefeito não podeassumir compromissos a tão longo prazo, tomando sozinho todas as decisões.?

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