Maior desapropriação da história começa em agosto no Brooklin

No local será construído túnel entre a Avenida Jornalista Roberto Marinho e a Rodovia dos Imigrantes

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

04 Julho 2011 | 18h08

SÃO PAULO - Quarenta mil moradores em 16 favelas, centenas de casas e lojas e quatro torres residenciais serão desapropriados para a construção de um túnel de R$ 3,7 bilhões entre a Avenida Jornalista Roberto Marinho, no Brooklin, na zona sul de São Paulo, e a Rodovia dos Imigrantes. A maior desapropriação da história da Prefeitura foi autorizada, às 18h04, por 39 dos 55 vereadores paulistanos.

 

As remoções devem começar em agosto, dois meses antes das obras do túnel. Também haverá um parque linear de 600 mil metros quadrados, quase metade do tamanho do Parque do Ibirapuera, no lugar das ocupações localizadas às margens do Córrego Água Espraiada.

 

O pacote de mudanças para a região ainda inclui o prolongamento da Avenida Chucri Zaidan em 1 km e reformas em outras 48 ruas, como alargamentos e novas calçadas.

 

A Secretaria Municipal de Habitação já cadastrou 8,5 famílias que vão deixar as margens do Córrego Água Espraiada para morar em conjuntos habitacionais da CDHU construídos ao longo da Avenida Ricardo Jafet. As transferências das primeiras famílias, que já recebem bolsa aluguel de R$ 300 mensais por meio de cartão magnético da Prefeitura, devem começar em 30 dias.

 

A lei que autorizou a Operação Urbana Água Espraiada, de 2001, foi alterada na Câmara dez anos depois, a pedido do Tribunal de Contas do Município (TCM) e do Ministério Público Estadual. Isso porque a lei original previa um túnel de apenas 400 metros para interligar o Brooklin e a Imigrantes.

 

Em 2007, o prefeito Gilberto Kassab (sem partido) apresentou um túnel de 4,5 km e custo de R$ 2 bilhões. No ano seguinte, mais uma alteração no traçado, que passou a ter 3,7 km e custo de R$ 2,7 bilhões. Com as três alterações, a lei teve de passar novamente pelo Legislativo, como determinou o TCM.

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