Maioria dos internautas quer o Exército nas ruas de SP

Desde a madrugada da última segunda-feira, 7, o Estado de São Paulo sofre com mais uma onda de ataques, a terceira desde maio, atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Com isso, voltou à cena a discussão sobre o envio das tropas do Exército a São Paulo. De acordo com apuração parcial da enquete do Portal Estadão.com, 67% de 1658 internautas se dizem favoráveis à presença do Exército para reforçar a segurança no Estado de São Paulo. Por outro lado, 545 declararam ser contra a presença do Exército em São Paulo. Os valores foram verificados às 16 horas desta quarta-feira, 9."Com os presídios nas mãos do Exército o rigor seria imposto", opinou o leitor Roberto Dotta, para quem a presença dos soldados contribuiria para estabelecer a ordem no estado. Já para Vitorio Massoni, de Catanduva, "o Exército que tanto o presidente Lula quer enviar a São Paulo deveria estar contendo as entradas indevidas de armas e drogas em território nacional, cumprindo, assim, o seu dever", opinou. Massoni considera o governo federal o grande culpado pela presença do crime organizado no País.Em meio à onda de novos ataques, o governador Claudio Lembo voltou a afirmar, na terça-feira, 8, que não quer os soldados do Exército nas ruas de São Paulo. Durante um evento no Hospital e Maternidade Interlagos, na zona sul, ele voltou a afirmar que não aprova a presença das tropas na cidade. "Não quero o Exército nas muralhas dos meus presídios, portanto não assino o ofício", disse o governador, contradizendo o secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu, que disse aceitar soldados do Exército para cumprir tarefas específicas, como a segurança de presídios destruídos em rebeliões e o reforço de efetivo nas Operações Saturação por Tropas Especiais (Ostes).O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos disse que o Exército tem 10 mil homens à disposição de São Paulo para ajudar no combate ao crime organizado e que basta apenas um pedido oficial do governador para que as tropas sejam enviadas. Em uma outra questão da enquete, 1163 leitores de um total de 1661 acreditam que o governo de São Paulo falhou em não conseguir evitar essa terceira onda de ataques. Já 1043, de 1667, culpam o governo federal pela onda de violência. O leitor Juliano Rodrigues Gasparini preferiu não culpar nenhuma das duas partes. "Achar que o governador de São Paulo e sua polícia vão dar conta do crime é um erro e achar que o Exército é a solução para os conflitos é outro erro". Para Gasparini não basta só homens e armas nas ruas. "A inteligência policial do Estado deve contar com tecnologia para rastrear e identificar os elementos, planejando ações para que a população inocente não se torne vítima".Dos favoráveis à presença das tropas, 37,79% das 1593 pessoas que opinaram gostaria de ver os soldados presentes nas ruas cuidando do policiamento, o que demonstra a falta de crença no efetivo policial do Estado. A segurança nos presídios e a ocupação da favelas, tarefas as quais as tropas deveriam ser encarregadas, de acordo com o Secretário de Segurança Pública, ficaram em segundo e terceiro lugares com 499 e 333 indicações, respectivamente 31,3% e 20,9%. Outros 159, 9,9%, gostariam da presença dos soldados em outras tarefas. "Acho que não é uma boa idéia colocar o Exército nas ruas. Seria mais produtivo deixar o exército fazer a segurança dos presídios, delegacias, quartéis da PM e órgãos públicos, e equipar a polícia com armas mais potentes", defende o leitor Marcelo Lopes da Gama.

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