Maioria dos servidores da Assembléia de AL é fantasma

De cada dez funcionários da Assembléia Legislativa de Alagoas, apenas três trabalham. Os demais recebem salários sem sequer dar um dia de serviço ao legislativo estadual. O que é pior, entre os que recebem sem trabalho tem até servidores que já faleceram, como o ex-governador do Estado, José Tavares. Há ainda uma relação de ex-deputados que continuam recebendo como se estivessem na ativa. Esta foi a conclusão que chegou a Procuradoria Geral do Trabalho em Alagoas, depois de analisar a lista dos funcionários do Poder Legislativo.Segundo o procurador regional do Trabalho, Alpiniano Prado, há mais de quatro meses que o Ministério Público do Trabalho vem cobrando da mesa-diretora da Assembléia a relação oficial dos funcionários da casa, com seus respectivos salários. "A lista de funcionários que a Assembléia entregou está incompleta, porque não constam os salários dos servidores da casa, mesmo assim detectamos várias irregularidades nessa análise inicial", afirmou Prado, que espera outras informações oficiais para concluir a investigação sobre os gastos com pessoal pelo Poder Legislativo.O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa de Alagoas, deputado Arthur Lira (PP), reagiu às denúncias de que até pessoas mortas estariam inseridas na folha de pagamento do Legislativo, mas admitiu que a grande maioria dos servidores não comparece para trabalhar. Segundo ele, das mais de 1,8 mil pessoas que constam na folha salarial da Assembléia, apenas 400 no máximo trabalham de fato. As demais, cerca de 1,4 mil pessoas, ou mais de 80% de todos os funcionários da casa, recebem sem trabalhar, e a própria mesa diretora não sabe o que fazer com esse pessoal.

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