Reprodução/Google Street View
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'Mais 10 ou 15 minutos, ela não sobreviveria', diz porteiro de prédio de empresária espancada no Rio

Elaine Caparróz foi espancada durante quatro horas pelo advogado Vinícius Batista Serra, de 27 anos, com quem havia se encontrado pela primeira vez na noite de sábado

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2019 | 16h10

"Se eu demorasse mais 10 ou 15 minutos, ela não sobreviveria", afirmou o porteiro Juciley Souza Andrade, de 44 anos, que salvou a vida da paisagista Elaine Caparroz, espancada em seu apartamento na madrugada de sábado, 16, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Andrade contou que fazia uma ronda de rotina pelo andar em que Elaine mora quando ouviu os gritos de socorro.

Em entrevista concedida na 16ª Delegacia de Polícia, após prestar depoimento, o porteiro contou que tocou a campainha do apartamento por diversas vezes, mas não foi atendido. Ele, então, voltou à portaria e chamou a polícia. Quando retornava ao apartamento encontrou o agressor de Elaine, o estudante de direito e lutador de jiu jitsu Vinícius Serra e o rendeu. Ele foi preso em flagrante logo depois, com a chegada da polícia.

Juciley contou que, depois, voltou ao apartamento de Elaine. "Nunca vi um cenário como aquele em que a encontrei", contou, lembrando que havia sangue por todo lado. 

A paisagista conheceu Vinícius há oito meses, por intermédio de uma rede social. Na última sexta-feira, 15, tiveram seu primeiro encontro, um jantar na casa de Elaine. Ela segue internada em um hospital particular, no Centro do Rio.

Segundo contou a própria Elaine, ela acordou no meio da noite já sendo espancada por Vinícius. À polícia, o lutador afirmou que teve "um surto". Os pais de Vinícius foram chamados a depor mas não apareceram na delegacia. 

Há três anos, Vinicius foi acusado de agredir o irmão deficiente e o próprio pai. Um colega de faculdade contou, em entrevista à TV Globo que ele sempre teve um comportamento violento.

Ainda hoje, a delegada responsável pelo caso, Adriana Belém, deverá ir até o hospital onde Elaine está internada para tomar o depoimento da vítima.

 

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