Mais 100 homens do Exército chegam para ajudar na busca das vítimas

O ministro da Defesa, Waldir Pires, determinou a ida de mais 100 homens do Exército para ajudar num esforço final para localização das vítimas do maior desastre da aviação brasileira. Até ontem, foram localizados um total de 117 corpos na área de mata fechada, no município de Peixoto de Azevedo, divisa entre os Estados do Mato Grosso e Pará, onde foram encontrados os destroços do Boeing 737-800 da Gol. O avião caiu no último dia 29 com 154 pessoas a bordo, após se chocar com um jato Legacy, vendido pela Embraer a uma empresa americana.Faltam serem localizados os corpos de 37 vítimas. Será feita uma varredura completa, a fim de que seja vasculhado cada metro quadrado da área, num raio de três quilômetros de mata em todas as direções, desde o ponto central da aeronave, onde foi aberta a clareira principal.De um total de 50 corpos encontrados nos últimos dois dias, 20 já foram retirados da mata para a fazenda Jarinã, que serve de base para as operações e 30 foram levados para a clareira principal, de onde serão retirados provavelmente na manhã deste domingo por helicópteros. Essa semana é decisiva porque os corpos estão em adiantado estágio de decomposição. "Faremos tudo ao nosso alcance para que todos os corpos sejam encontrados, identificados e entregues às suas famílias para sepultamento", afirmou.Pires visitou ontem as equipes de militares, bombeiros, médicos, legistas e pára-médicos que participam das buscas. Ele desceu de helicóptero na clareira principal onde atuam as brigadas de busca e resgate dentro da mata e cumprimentou o grupo em nome do governo federal. "Esses homens têm trabalhado com dedicação e bravura cívica em condições totalmente adversas. A operação vem sendo realizada com muito êxito", disse.O ministro também considerou "inoportunas e inúteis" as pressões de autoridades americanas para liberação dos pilotos do Legacy, que estão com os passaportes apreendidos e impedidos de sair do Brasil até o final das investigações do acidente. Ele explicou que a decisão e da Justiça, e não do governo.Ele não crê na notícia, publicada pela imprensa americana, de que a ministra do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Condolezza Rice, o procure para interceder em nome dos pilotos. "Seria inadmissível. O canal natural de contato seria o diplomático, via Ministério das Relações Exteriores, não com o ministro da Defesa", enfatizou.

Agencia Estado,

08 de outubro de 2006 | 01h34

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