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Mais da metade da população do Rio não confia na PM

Apenas 6,9% dos entrevistados disseram confiar totalmente; serviços foram considerados ruins ou péssimos

Felipe Werneck, de O Estado de S. Paulo,

19 de agosto de 2008 | 14h43

Mais da metade (56,1%) da população que vive na região metropolitana do Rio não confia na Polícia Militar (PM), indica a Pesquisa de Condições de Vida e Vitimização, divulgada nesta terça-feira, 19, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), vinculado à Secretaria de Segurança do Estado. Todos os números referem-se a 2007. Segundo o estudo, apenas 6,9% confiam totalmente na PM, e 36% confiam em parte. Os serviços prestados pela corporação também foram analisados, e a distribuição do policiamento nos bairros recebeu a pior avaliação: foi considerada "ruim" ou "péssima" por 70,3%. Em relação à Polícia Civil, 42,9% da população investigada respondeu não confiar na corporação; 9,2% disseram confiar totalmente, e 44,8%, confiar em parte. Quanto aos serviços prestados pela Polícia Civil, a investigação e a punição de policiais com mau comportamento foi o que recebeu a pior avaliação, sendo considerado "ruim" ou "péssimo" por 49,3%. Segundo o ISP, cerca de 30 pesquisadores percorreram 75 mil domicílios da região metropolitana e entrevistaram moradores para contabilizar possíveis vítimas de alguma espécie de delito. Depois de concluídas as pesquisas de campo, o questionário foi aplicado a cerca de 4,5 mil vítimas. O trabalho foi feito em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), do governo federal, e teve financiamento da União Européia. O trabalho deverá servir de base para uma pesquisa nacional de vitimização, prevista para 2009, segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

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