Mais de 1 milhão na Parada Gay em São Paulo

Um milhão de pessoas, segundo o Comando da Polícia Militar, cobriram a avenida Paulista de bandeiras e bexigas com as cores do arco-íris, na 7ª edição da Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). A festa em São Paulo já considerada um dos maiores eventos homossexuais do mundo, superando cidades como Paris e São Francisco. Em 1997, a parada teve 500 participantes.Com termômetros marcando 27ºC, o sol brilhou para receber a multidão, que começou a chegar por volta de meio-dia e às 14 horas já lotava o maior cartão-postal da cidade. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou de manhã a pista sentido Paraíso-Consolação, mas por causa da multidão, que superou a expectativa inicial de 800 mil pessoas, teve de interditar, à tarde, também a outra pista.O evento mais uma vez recebeu a prefeita Marta Suplicy (PT), uma das grandes defensoras de projetos voltados para homossexuais, e do presidente nacional do PT, José Genoino, que dançavam lado a lado à frente do trio elétrico número 10, da Prefeitura. Ela foi aplaudida em todo o trajeto. No mesmo carro mas um pouco escondido, o marido da prefeita, Luiz Favre, apesar de mostrar certa timidez, ensaiava alguns passos.A maioria dos participantes exibia faixas com pedidos como respeito, tolerância e compreensão e camisetas com frases como "Juntos somos mais fortes". Os trios elétricos estavam mais caprichados, com um dragão chinês com 35 metros de comprimento e um carro alegórico com um leão dourado e vermelho. Entre animados participantes e curiosos, havia muitos turistas. A publicitária Maria Clara, de 23 anos, e a analista de informática, Joana, de 21, saíram do Rio para participar da festa pela primeira vez. "É lindo ver toda essa multidão", disse Maria Clara. As duas namoram há alguns meses, mas ainda não assumiram o relacionamento publicamente. "Hoje é mais fácil mas ainda há um pseudo-liberalismo. No emprego, por exemplo, é complicado assumir. Pelo menos o meu pai já sabe e ficou numa boa."

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