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Mais de 100 sepulturas são violadas em Brasília

Mais de cem sepulturas foram arrombadas na madrugada de domingo no cemitério Campo da Esperança, o principal de Brasília. A polícia ainda não sabe o motivo da violação dos túmulos, mas suspeita de próprios funcionários do setor de jardinagem e limpeza do cemitério. A notícia de violação das sepulturas levou uma multidão nesta segunda-feira ao Campo da Esperança. Parentes e amigos dos mortos passaram o dia à procura de informações e visitando os túmulos para conferir se tinham sido arrombados.Segundo o delegado Carlos César Ferreira, da 1ª Delegacia de Polícia, o vandalismo teria sido praticado por funcionários do próprio cemitério, em represália à privatização do serviço de jardinagem e limpeza dos túmulos, feita na gestão passada do governador Joaquim Roriz. "A linha de investigação mais forte é que quiseram demonstrar que o cemitério está inseguro porque querem que o contrato com a empresa que trata da jardinagem e limpeza seja rescindido", disse o delegado. Esta é a primeira vez em que há, no cemitério Campo da Esperança, um arrombamento de dezenas de túmulos ao mesmo tempo.A princípio, a hipótese dos túmulos terem sido violados para o roubo de jóias ou mesmo dentes de outro foi descartada. "O arrombamento foi feito em sepulturas antigas. Normalmente, a violação para o roubo de ouro é feita em túmulos recentes. O ladrão assiste ao velório e no dia seguinte volta para arrombar a sepultura", explicou o delegado Ferreira. O inquérito para apurar a violação dos túmulos será aberto ainda esta semana, provavelmente na quarta-feira de Cinzas. A administração do cemitério Campo da Esperança é particular. Foi terceirizada recentemente e existem apenas dois vigias que controlam o portão principal e mais de 1,5 milhão de metros quadrados de área do cemitério. A administração do cemitério também registrou ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia. O funcionário do cemitério Antônio Aramis Alves Brito, que fez a ocorrência sobre o arrombamento dos túmulos, deverá ser o primeiro a ser ouvido pela polícia na investigação do crime. O alerta do arrombamento dos túmulos foi dado no domingo pela manhã pelo jardineiro que cuida das sepulturas de algumas famílias. O advogado Fernando da Silva Pereira foi avisado da violação do túmulo de seus pais pelo jardineiro. Registrou queixa na 1ª Delegacia de Polícia. A perícia foi até o local depois que recebeu a informação que tinham sido violados 52 sepulturas. Mas quando os policiais chegaram ao cemitério constataram que o número era bem maior - mais de 100 túmulos foram abertos pelos vândalos. Até hoje, o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal já tinha feito a perícia em 78 sepulturas.

Agencia Estado,

03 de março de 2003 | 18h04

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