Mais de 12 mil pessoas são atacadas por cães em SP

A dona de casa Vitória Rodrigues saía do elevador do prédio quando foi atacada por um cachorro, que estava no hall de entrada, sem coleira. O dono do animal sofre uma ação criminal do Ministério Público Estadual e, na semana passada, foi condenado pelo Juizado de Pequenas Causas a pagar à Vitória R$ 6.400,00 e a tirar o cachorro do prédio. Também por displicência de um vizinho, a estudante Graziella Michaelis foi mordida no ano passado. "O portão estava aberto, mas ele disse que o cachorro era manso." Ela foi atacada e perdeu parte dos movimentos da mão direita. Histórias como esta são mais comuns do que se imagina. Segundo o Instituto Pasteur, mais de 12 mil pessoas são atacadas anualmente por cães em São Paulo. Pelo menos uma vítima de mordida ou outra agressão procura, a cada hora, um hospital público. Se forem contados os atendidos em instituições particulares, o número é maior. Para o especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, criar leis restritas para certas raças, tidas como agressivas, não resolve. "A maioria das ocorrências na cidade envolve vira-latas", diz. "Qualquer cão, com pelo menos 15 quilos, pode machucar gravemente uma pessoa." "O decreto do prefeito César Maia, do Rio, é arbitrário e preconceituoso", diz a advogada Monica Grimaldi, especialista em legislação animal. Para ela, os donos devem ser responsabilizados pelas atitudes de seus animais, mas a lei deve valer para todas as raças.De acordo com a lei municipal 13.131, de 2001, todo animal deve usar coleira e guia.

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